Queridíssimo amigo diário,
terça-feira, 3 de abril de 2018
Queridíssimo amigo diário,
terça-feira, 7 de outubro de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
terça-feira, 25 de setembro de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
BREVES PALAVRAS SOBRE JOCASTAQuerido Diário,
Quando um oráculo profetizou que o filho de Jocasta mataria seu pai, Laio furou os tornozelos da criança e abandonou-a numa montanha. A criança, salva por um pastor, foi batizada de Édipo e adotado por Pólibos, rei de Corinto. Mais tarde, quando o oráculo em Delfos proclamou que ele mataria seu próprio pai e se casaria com sua mãe, Édipo - não querendo provocar qualquer dano à Pólibos - deixou Corinto.
Na estrada para a Beócia, Édipo discutiu com um estranho e o matou, pois acreditou tratar-se de um assaltante. A vítima era seu pai verdadeiro, Láio. Acreditando que seu filho estava morto, Jocasta não reconheceu Édipo quando ele reapareceu em Tebas como um rapaz. O jovem salvou a cidade da esfinge e, como recompensa, desposou Jocasta, que lhe deu quatro filhos.
Quando descobriu que Édipo era seu filho e, também, seu marido, Jocasta - em horror e desespero pelo seu relacionamento incestuoso - enforca-se em seu quarto. Édipo, ao ver tal cena, fura seus próprios olhos como meio de punição por ter consumado matrimônio com sua mãe e matado seu pai. Ao fim, Édipo pede o enviem para longe da cidade para que possa viver desterrado, longe de sua vergonha.
É, querido diário!... seria uma linda história de amor não fosse a maior tragédia incestuosa já registrada nos anais mitológicos!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
AS VALQUÍRIAS(Wikipédia)
Amado diário,
As valquírias eram belas jovens mulheres que, montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros (dentre os mais bravos) recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.
As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Ainda segundo o colega de alojamento, devido a um acordo de Odin com a deusa Freya - que chefiava as valquírias -, metade desses guerreiros e todas as mulheres mortas em batalha eram levadas para o palácio da deusa.
As deidades servas de Odin cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Elas também serviam a Odin como mensageiras, e quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico chamado de Aurora Boreal.
Tão interessado fiquei pela história das Valquírias, que anotei na minha caderneta os seus nomes originais a fim de procurar - na internet – os seus respectivos singnificados: Brynhild (correspondente de batalha, muitas vezes confundida com Brunhilde, da Saga dos Nibelungos), Sigrun (ruína da vitória), Kara, Mist, Skogul (batalha), Prour (força), Herfjotur (grilhão de guerra), Raogrior (paz do deus), Gunnr (lança da batalha), Skuld (aquela que se torna), Sigrdrifa (nevasca da vitória), Svana, Hrist (a agitadora), Skeggjold (usando um machado de guerra), Hlokk (estrondo de guerra), Goll (choro da batalha), Randgrior (escudo de paz), Reginleif (herança dos deuses), Rota (aquela que causa tumulto) e Gondul (varinha encantada ou "lobisomem").
Uma história simplesmente fascinante, não é mesmo, diário amigo???
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Amantíssimo diário,De volta do Mediterrâneo, deparei-me com uma intrigante e extasiante história de amor, que, devido ao excesso de ciúme e desconfiança, resultou numa tragédia. Trata-se da trágica história de amor de história de Prócris e Céfalo.
Prócris era casada com o Rei Céfalo da Tessália. Amavam-se com profunda ternura, porém sua felicidade terminou quando Eos, deusa da aurora de dedos cor-de-rosa, apaixonou-se por Céfalo e raptou-o para que vivesse ao seu lado. Apesar de toda a sua beleza, ela não conseguiu conquistar o amor de Céfalo. Por fim, perdendo as esperanças, consentiu que ele retornasse para viver com a esposa.
No entanto, sentindo-se abandonada pelo amante, Eos sugeriu que a sua esposa Prócris teria um amante e aconselhou a Céfalo de se disfarçar em um rico mercador e tentar seduzir Prócris com ricos presentes, prometendo-lhe muitos outros presentes caso ela se entregasse a ele. Assim colocaria à prova a fidelidade da esposa e mostraria o quanto os homens são crédulos e ingênuos.
Inicialmente, Céfalo relutou, mas disfarçou-se e fez a corte a Prócris com tanto êxito que afinal ela lhe prometeu ser sua. Nesse momento Céfalo arrancou furioso o disfarce revelando sua identidade, concordando com tudo que lhe havia dito Eos: todas as mulheres são infiéis e os homens são fáceis de enganar. Prócris ficou envergonhada e se exilou em outro país, abandonando Céfalo a seus tristes pensamentos.
Passado algum tempo, Prócris conquistou os favores da deusa Ártemis, que lhe presenteou com uma lança que nunca falhava o alvo e um cão que nunca deixava de trazer a sua presa. De posse desses bens preciosos voltou com um disfarce à sua casa e Céfalo não a reconheceu. Vendo que o dardo nunca errava o alvo, voltando às mãos de quem o lançava e do cão que sempre trazia a caça a seu dono, Céfalo sentiu ardente desejo de possuí-los. Tentando obtê-los, ofereceu sua prata e seu ouro em troca, mas Prócris desprezou o pagamento; em troca exigiu que Céfalo jurasse que nunca amou sua esposa infiel, que a tinha esquecido e ficaria com ela.
Céfalo recusava a cometer o perjúrio, mas desejava tanto a lança e o cão de caça que acabou jurando. Prócris retirou o disfarce e mostrou a Céfalo como era frágil a sedução em função de um desejo ou de um interesse. E sendo ambos culpados, ela propôs que eles esquecessem o passado, renovassem os votos de amor para viverem felizes sem desconfianças. Céfalo se sentiu feliz em ter novamente a esposa em seus braços. Prócris deu a Céfalo a lança e o cão para que pudesse caçar e passaram a viver em completa felicidade.
Certo dia fazia muito calor e Céfalo pediu: - “Vem, brisa suave, vem afagar-me. Sabes quanto te amo! Tu tornas deliciosos os bosques e minhas caminhadas solitárias!”... Alguém, que por acaso ouviu as declarações de Céfalo, foi contar a Prócris que seu marido estava no bosque invocando carinhos em altas vozes e que poderia ser de alguma mulher com quem tinha encontros amorosos, enquanto Prócris supunha que estivesse a caçar. No mesmo instante renasceram as suspeitas e os ciúmes de Prócris.
No dia seguinte, quando seu marido pegou da lança e chamou o cão, Prócris o seguiu secretamente escondendo-se atrás das folhagens para não ser vista. Quando Céfalo ergueu os braços e pediu ao vento que o refrescasse, Prócris inclinou-se para melhor ouvir o que ele dizia. Ela queria saber o nome da sua rival.
No entanto, o ruído nas folhagens chamou a atenção de Céfalo que, supondo tratar-se de um animal selvagem, arremessou sua lança infalível contra a folhagem de onde vinha o ruído. Com o coração transpassado, Prócris caiu com grito de agonia. Assim morreu a bela esposa de Céfalo, cujo fim foi motivado pela maledicência alheia e pela injustificada desconfiança. Em suas últimas palavras, Prócris suplicou que Céfalo nunca se casasse com a odiosa Brisa...
domingo, 24 de abril de 2011
A LENDA DE TRITAO(www.infopedia.pt/$tritao)
Querido amigo diário,
Segundo a mitologia grega, Tritão é um deus marinho, filho de Poseidon e Anfitrite; (originalmente, a personificação feminina do mar, filha do Titã Oceano), irmão de Rode, e residindo normalmente no mar, apesar de tardiamente lhe darem a residência num lago na Líbia chamado Trítonis.
Tritão assemelha-se a uma sereia-macho, ou seja, é representado com cabeça e tronco humanos e cauda de peixe. Diz a lenda que ele tinha uma filha chamada Palas, companheira de infância de Atena, que a matou acidentalmente. Trítia, que teve um filho de Zeus chamado Melanipo, seria, também de acordo com uma outra lenda, filha de Tritão. Era esta Trítia uma sacerdotisa da deusa Atena.
Tritão ganhou notoriedade na mitologia grega com o seu auxílio à expedição dos Argonautas, pois indicou aos marinheiros o melhor caminho para atingirem o Mediterrâneo. Deu também, no quadro dessa gesta, um pedaço de terra a Eufemo, como agradecimento pela sua hospitalidade.
Outra lenda configura Tritão como uma personagem de maus instintos, um semideus ciumento e violento. Conta-se, inclusive, que numa festa em honra do licencioso deus Dioniso, em Tânagra, na Beócia, no centro da Grécia, um grupo de mulheres banhava-se num lago quando foi atacado por Tritão. Dioniso, ouvindo os apelos de socorro das mulheres, em auxílio destas acorreu ao lago, afastando Tritão. Nesta aura de figura selvática ou rude, também uma lenda narrava que Tritão semeava o terror nas margens do lago onde habitava, atacando rebanhos e roubando animais. Como a Polifemo, o Cíclope carcereiro de Ulisses e seus homens teriam um dia deixado uma ânfora de vinho nas margens do lago de Tritão. Este, sentindo o seu cheiro, logo acorreu ao local onde estava o precioso néctar e tratou de bebê-lo, ficando ébrio e sonolento. Adormecido, foi então alvo de um furioso ataque, no qual o mataram a golpes de machado. Acabavam assim as devastações em torno do lago e assim se criou o mito da vitória de Dioniso sobre Tritão.
São vários os seres que recebem a designação de Tritão (os Tritões) na mitologia grega, todos eles do séquito de Poseidon e muitas vezes considerados como filhos de Tritão. As suas trompas eram conchas, nas quais sopravam para assustar os marinheiros. Quando lhes apetecia, sabiam também retirar belas e suaves melodias da concha, consideradas músicas inigualáveis, conforme se pode ver na célebre fonte do Tritão, em Roma, que representa perfeitamente este conjunto iconográfico.
E temendo ser vítima daquele ser não tão encantador como as sereias, pedi ao timoneiro condutor da nau que desse meia-volta e seguisse por outros “mares nunca dantes navegados”.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Querido diário,
Segundo nosso guia turístico, o historiador Rainer Sousa, algumas lendas relatam que essa criatura teria nascido nas terras do Oriente e se alimentava com incenso, raízes cheirosas e óleos de bálsamo. Sendo muito comum na literatura greco-romana, essa criatura tem também sua representação registrada em diferentes bestiários do período medieval.
Diferente de tantos outros animais encontrados na natureza, a fênix tinha a incrível capacidade de se reproduzir sem a necessidade de um parceiro. De fato, a concepção de uma fênix acontecia no momento em que um exemplar se encontrava em seus últimos momentos de vida. A partir do corpo de sua mãe, uma nova fênix surgia com a capacidade de viver o mesmo tempo da genitora. Conforme relatos diversos, a fênix poderia viver por exatos quinhentos anos.
Tendo descrições bastante diversas, alguns escritores dizem que a jovem fênix, após adquirir certo vigor físico, realiza um ritual funerário em homenagem à sua mãe. Ela constrói um pesado ovo de mirra onde deposita os restos mortais de seu genitor. Depois disso, vai ao templo do Deus Sol, na cidade egípcia de Heliópolis, onde deposita o ovo por ela construído. Em geral, diversas culturas, tanto ocidentais como orientais, apresentam relato sobre este pássaro.
A lenda da fênix sobreviveu por diversos séculos, chegou a causar uma ligeira polêmica com respeito à sua real existência. No século XVII, o escritor Thomas Browne afirmou categoricamente que uma ave com tais características jamais existiu. Em contrapartida, poucos anos depois, Alexander Ross colocou em xeque esse veredicto ao sugerir que essa ave não poderia ser vista, pois sua vida reclusa fazia parte de seu próprio instinto de sobrevivência.
Disse ainda o nosso guia turístico que para além dessas discussões sobre a veracidade da fênix, o seu relato permite a compreensão de valores bastante interessantes ao homem. O mais importante deles se refere à circularidade do tempo e o processo de renovação das coisas. No momento em que se prepara para a própria morte, a fênix demonstra claramente a limitude da existência. Em contrapartida, salienta a continuidade do mundo no momento em que só pode gerar uma nova vida mediante o fim da sua.
Pois é, diário amigo, essas minhas férias serviram para mostrar-me que além das paredes do Olimpo há outros mundos fantásticos a serem desbravados.
segunda-feira, 28 de março de 2011
O FANTÁSTICO LEÃO DE NEMÉIADurante as minhas férias, pelos lugares por que passei, ouvi histórias fantásticas. E uma que muito me chamou a atenção foi a do LEÃO DE NEMÉIA.
Segundo disseram, o leão de Neméia é uma criatura da mitologia greco-romana que habitava a planície de Neméia, na Argólida, aterrorizando toda aquela região. A terrível fera não podia ser morta por um homem normal e todos os que tentavam enfrentá-la ficavam completamente aterrorizados pelo seu rugido, que podia ser ouvido a quilômetros de distância. Além disso, arma alguma podia penetrar o couro do animal, e todos que tentavam matá-lo com lanças ou flechas acabavam sendo devorados.
A origem do Leão da Neméia é muito controvertida. De acordo com algumas versões, ele era tido como filho de Tifão e Equidna. Outras lendas o dão como fruto da união de Equidna e seu próprio filho Ortros, o cão de duas cabeças. Outra versão é a de que o leão seria filho de Cérbero com Quimera, e, portanto, neto de Tifão e Equidna.
No primeiro dos seus famosos doze trabalhos, Héracles recebeu de Euristeu a missão de derrotar o Leão de Neméia, para dar fim à devastação que este causava. De início, Héracles tentou atingi-lo com suas flechas, inutilmente. Irritado, o herói aplicou com sua clava um golpe tão tremendo na cabeça do animal, que este caiu desacordado. Depois de estrangulá-lo, Héracles extraiu o couro do animal com as próprias garras, uma vez que nenhuma arma de ferro conseguia cortá-lo ou perfurá-lo. A partir daí, Héracles passou a usar sua pele como um manto protetor, com a cabeça do leão servindo-lhe de elmo.
E as fantásticas histórias, diário querido, não param por aí não!... Há muitas outras ainda mais fantásticas, dentre as quais uma me encantou: a história da Fênix. Mas essa eu lhe contarei no nosso próximo encontro.
quinta-feira, 24 de março de 2011
O MITO DA SEREIAQueridíssimo diário,
Quanto tempo, heim?!...
Pois é!... Resolvi tirar férias (e dar-lhe, também)!... E durante as férias, fiz um cruzeiro por “mares nunca dantes navegados”. E numa dessas viagens, estive na ilha das sereias, lá pelas bandas do Mediterrâneo.
Segundo os historiadores, sereia é um ser mitológico, parte mulher e parte peixe. É provável que o mito tenha tido origem em relatos da existência de animais com características próximas daquela que mais tarde foram classificados como sirénios.
Filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore, tal como as harpias, habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisséia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. As sereias representam, na cultura contemporânea, o sexo e a sensualidade.
Na Grécia Antiga, porém, os seres que atacaram Odisseu eram, na verdade, retratados como sendo sereias, mulheres que ofenderam a deusa Afrodite e foram viver numa ilha isolada. Se assemelham às harpias, mas possuem penas negras, uma linda voz e uma beleza única.
Algumas das sereias citadas na literatura clássica são:
• Pisinoe (Controladora de Mentes),
• Thelxiepia (Cantora que Enfeitiça),
• Ligeia (Doce Sonoridade),
• Aglaope,
• Leucosia,
• Parténope.
Supunha-se que as sereias, embora tivessem inteligência humana, não tinham alma. Podiam, entretanto, conseguir uma alma se aceitassem ser batizadas ou - segundo algumas versões - se elas se casassem com um humano. E de acordo com a lenda, o único jeito de derrotar uma sereia ao cantar seria cantar melhor do que ela.
Pois é, amigo diário!... voltei desse cruzeiro inda mais encantado com as histórias oriundas da Mitologia e, principalmente, com os seres que delas fazem parte.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
ELECTRA, A PRINCESA DE MICENAS(pt.wikipedia.org)
Amado amigo diário,
A rainha Clitemnestra, atormentada pelo sacrifício de Ifigênia, une-se ao sobrinho do esposo, o príncipe Egisto, que fora perseguido por Agamênon e privado de seus direitos. Retornando a Micenas durante a guerra de Tróia, Egisto une-se à rainha, com quem tem um filho, Aletes. Os dois amantes aguardam o retorno do rei para consumar a vingança.
Após o assassinato do pai por Egisto e Clitemnestra, Electra é poupada pela mãe. Mas consome-se pela perda do pai, Agamênon, a quem adorava. Pedia aos deuses que lhe enviassem um meio de vingar sua morte. Suas preces foram atendidas por seu irmão Orestes, a quem salvou da morte em criança. Prevendo o que viria com a volta de Egisto, confiou-o em segredo a um velho preceptor, que o levou para longe de Micenas. Por tudo isto, era tratada no palácio como escrava. Temendo que a enteada tivesse um filho que um dia pudesse vingar a morte de Agamênon, Egisto fê-la casar-se com um pobre camponês. O marido, todavia, respeitou-lhe a virgindade. Mas é chegado o dia do retorno de Orestes. Electra, então, o guiará até os assassinos de seu pai. Quando, após a morte de Egisto e Clitemnestra, Orestes foi envolvido e "enlouquecido" pelas Erínias, ela colocou-se a seu lado e cuidou do irmão até o julgamento final no Areópago de Atenas. Após ser absolvido pelo voto de Atena, Orestes e Pílades, seu amigo, partem para Táurida em busca de uma estátua de Ártemis. Lá encontrarão Ifigênia como sacerdotisa de Ártemis. Retornam todos a Micenas e, após as núpcias de Orestes com Hermíone, Electra casa-se com Pílades.
É, amigo diário!... pensei que, estando ausente do Olimpo por algum tempo, as coisas fossem mudar!... Mas parece-me que os conflitos familiares e as orgias entre parentes continuam do mesmo jeito.
terça-feira, 26 de outubro de 2010

Amigo Diário,
Há muito tempo não registro nada aqui. Tudo por causa da escassez de tempo, pois ando muito ocupado com trabalhos da escola. E por falar em escola, o professor de História nos pediu que fizéssemos um trabalho sobre Néftis, uma divindade da mitologia egípcia que representava as terras áridas e secas do deserto e a morte. Foi ela, inclusive, quem ajudou Ísis a recolher os pedaços de Osíris quando Seth o destruiu (essa história contarei depois). O nome Néftis significa "Senhora da Casa" ou "Senhora do Castelo", entende-se como casa o lugar onde Hórus vive.
Por oposição a sua irmã, cujo culto era celebrado em diversos templos, Néftis não era venerada de forma isolada, privando-se assim de uma existência autônoma, fato que justificava a sua constante aparição ao lado de Ísis. A sua associação ao Culto dos Mortos aflorou do mito osírico, no decorrer do qual a sua presença é incontornável.
Néftis é representada como uma mulher com cabeça de cobra ou uma serpente com cabeça de mulher, uma cobra ou um escorpião com cabeça de mulher ou um simples escorpião (cruz-credo!!!). Na maioria das vezes era como uma mulher com asas e o seu nome em hieróglifo na cabeça.
Segundo as escrituras egípcias, Néftis e Ísis são incumbidas de velar pelos mortos. Por conseguinte, Néftis era representada na cabeceira dos sarcófagos reais do Império Novo, enquanto que Ísis surgia aos pés dos sarcófagos, da mesma forma várias vezes eram evocadas em cenas de julgamentos dos mortos.
As duas deusas e irmãs são efígies do "barco que transportaria o defunto na sua derradeira viagem até o paraíso". Deste modo, e juntamente com Selkis e Neit, oferecem a sua proteção aos vasos canópicos, onde as vísceras do falecido eram conservadas
Algumas versões contam que Néftis fora seduzida por Osíris. Seth, com suposta inveja do irmão, destruiu Osíris, partindo seu corpo em pedaços. Ísis e Néftis - que também não tolerava a conduta de Seth, embora este fosse seu marido - recuperaram todos os fragmentos do cadáver, à exceção do seu pênis, que fora comido por um peixe, mas que Ísis refez, com magia. Em seguida, Ísis organizou uma vigília fúnebre, na qual suspirou ao cadáver reconstituído do marido: “Eu sou a tua irmã bem amada. Não te afastes de mim, clamo por ti! Não ouves a minha voz? Venho ao teu encontro e, de ti, nada me separará!” Durante horas, Ísis e Néftis, com seus corpos purificados, inteiramente depiladas, com perucas perfumadas e bocas purificadas por natrão, pronunciaram encantamentos numa câmara funerária, impregnada por incenso.
É, amado diário, percebe-se que não é só na Mitologia Grega que encontramos histórias funestas e/ou incestuosas!... Basta embrenhar-se um pouco mais a fundo pela História Antiga para encontrar muitas histórias esquisitas mundo afora!!!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O DESAPARECIMENTO DA RAINHA NEFERTITI(Wikipédia)
Mesmo diante do incômodo fato de não ter gerado nenhum varão, Nefertiti sempre acompanhou o seu marido lado a lado em seu reinado, porém, a certa altura, no ano 12 do reinado de Amen-hotep ela esvanece, e parece ter sumido sem deixar quaisquer pistas.
Este desaparecimento foi interpretado, inicialmente, como uma queda da rainha, que teria deixado de ser a principal amada do faraó, preterida a favor de Kiya. Objetos da rainha encontrados num palácio situado no bairro norte de Amarna sustentam a visão de um afastamento. Hoje em dia considera-se que o mais provável foi o contrário: Kiya foi talvez afastada por uma Nefertiti ciumenta.
Uma hipótese que procura explicar o silêncio das fontes considera que Nefertiti mudou novamente de nome para Ankhetkheperuré Nefernefernuaton. Esta mudança estaria relacionada à sua ascensão ao estatuto de co-regente. Ainda segundo a mesma hipótese, quando Akhenaton faleceu Nefertiti mudou novamente de nome para Ankhetkheperuré Semenkharé e governou como faraó durante cerca de dois anos. Há ainda uma outra hipótese: como os sacerdotes de Amon não aceitavam o Deus Aton como único do Egito, eles teriam mandado assassinar Nefertiti, pois a consideravam o braço direito de Akhenaton. Sua morte teria desestabilizado o faraó que tinha em sua figura o apoio indiscutível para o Projeto do "Deus Único", representado por Aton. Cerca de dois anos depois, Akhenaton veio a falecer de forma misteriosa, assim, sua filha primogênita com Nefertiti - Meritaton, foi elevada ao estatuto de "grande esposa real". O seu reinado foi curto, pois segundo historiadores, ela, seu marido e outros habitantes de Amarna na época foram assassinados e proscritos. Restando de sangue real apenas Tuthankamon, então com 9 anos, e sua outra irmã, Ankhesenamon, com 11 anos.
E como não bastassem as tantas desventuras na vida de Nefertiti, alguns estudiosos (para não dizer fofoqueiros) especulam que toda essa história rodeada de mistérios poderia se tratar, simplesmente de amor entre iguais, entre dois homens, dadas as características singulares de Akhenaton.
Um verdadeiro absurdo, diário amigo, e uma grande falta de respeito à memória da grande rainha Nefertiti!...
sábado, 17 de julho de 2010
Pois bem, querido diário, dando continuidade à história de Nefertiti, falo agora um pouco da sua vida familiar.Ela teve seis filhas com Akhenaton: Meritaton, Meketaton, Ankhesenpaaton, Neferneferuaton, Neferneferuré e Setepenré. Pensa-se que as três primeiras filhas nasceram em Tebas antes do sexto ano de reinado e as três últimas em Akhetaton, entre o sexto e o nono ano de reinado.
A segunda filha do casal, Meketaton, faleceu pouco antes do décimo segundo ano de reinado. Segundo informações, essa filha teria morrido afogada.
Durante o reinado de Akhenaton espalhou-se por todo Egito uma peste, além de um surto de malária, conhecido na época como "doença mágica" que matou 3 filhas do casal, além de quase ceifar a vida de Tuthankamon.
Nefertiti era a mulher mais bela da época e Akhenaton não tinha os traços dos egípcios conhecidos.
Akhenaton teve, ainda, dois filhos com Kia, uma esposa secundária: Nebnefer, que morreu durante o surto de peste e Tutankhaton, que depois que voltou a Tebas foi obrigado a mudar seu nome para Tuthankamon, pois depois da morte de Akhenaton, o Deus Aton, foi proscrito por alguns anos. Kia teria morrido no parto de Tutankhamon, e a mesma serviu apenas para dar a Akhenaton dois filhos homens para continuar o reinado, visto que Nefertiti não conseguia gerar filhos varões.
Bem, amado diário, em nosso próximo encontro eu lhe falarei sobre o desaparecimento da rainha Nefertiti.
Até lá!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A RAINHA NEFERTITI(Wikipédia)
Há muito tempo não lhe confidencio nada, mas a minha ausência tem uma justificativa: tirei férias a fui dar um passeio pelo Egito.
A mitologia daquele país é tão encantadora quanto a nossa e a romana. Magníficas histórias eu tenho para contar-lhe, a começar pela da estonteante e enigmática Nefertiti, cujas origens familiares são pouco claras.
O seu nome significa "a mais Bela chegou", o que levou muitos investigadores a considerarem que Nefertiti teria uma origem estrangeira, tendo sido identificada por alguns como Tadukhipa, uma princesa do Império Mitanni (império que existiu no que é hoje a região oriental da Turquia), filha do rei Tushratta. Sabe-se que durante o reinado de Amen-hotep III chegaram ao Egito cerca de trezentas mulheres de Mitanni para integrar o harém do rei, num gesto de amizade daquele império para com o Egito. Nefertiti pode ter sido uma dessas mulheres, que adotou um nome egípcio e os costumes do país.
Contudo, nos últimos tempos tem vingado a hipótese de Nefertiti ser egípcia, filha de Ay, alto funcionário egípcio responsável pelo corpo de carros de guerra que chegaria a ser faraó após a morte de Tutankhamon. Ay era irmão da rainha Tié, esposa principal do rei Amen-hotep III, o pai de Akhenaton; esta hipótese faria do marido de Nefertiti o seu primo. Sabe-se que a família de Ay era oriunda de Akhmin e que este tinha tido uma esposa que faleceu (provavelmente a mãe de Nefertiti durante o parto), tendo casado com a dama Tié.
De igual forma o nome Nefertiti, embora não fosse comum no Egito, tinha um alusão teológica relacionada com a deusa Hathor, sendo aplicado à esposa real durante a celebração da festa Sed do rei (uma festa celebrada quando este completava trinta anos de reinado).
Não se sabe que idade teria Nefertiti quando casou com Amen-hotep (o futuro Akhenaton). A idade média de casamento para as mulheres no Antigo Egipto eram os treze anos e para os homens os dezoito. É provável que tenha casado com Amen-hotep pouco tempo antes deste se tornar rei.
Pois é, Diário amigo, essa é só uma pequena parte da história da belíssima Nefertiti, e em breve voltarei para falar-lhe mais sobre ela.
terça-feira, 30 de março de 2010
Querido amigo diário,Ontem, na aula de História, conheci um pouco da história do pai de Ifigênia e Electra, Agamemnon, um dos mais distintos heróis gregos, filho do rei Atreu de Micenas e da rainha Aerope/Érope, e irmão de Menelau.
Ele foi o comandante supremo dos gregos durante a guerra de Tróia; e diz a lenda que durante a luta, Agamémnon matou Antifo. O condutor de carros de Agamémnon, Halaeso, lutou mais tarde com Eneias, em Itália.
Segundo o professor, a Ilíada conta a história da briga entre Agamémnon e Aquiles no ano final da guerra. Agamémnon tomou para si uma escrava atrativa e espólio de guerra, Briseis, que era de Aquiles. Aquiles, o maior guerreiro da altura, saiu da batalha por vingança, e quase custou a guerra aos gregos
Atreu, o pai de Agamémnon, foi assassinado por Egisto, que se apoderou do trono de Argos e governou juntamente com o seu pai Tiestes. Durante este período, Agamenon e Menelau procuraram refúgio em Esparta. Casaram-se com as princesas espartanas Clitemnestra e Helena, respectivamente. Agamenon e Clitemnestra tiveram quatro filhos: três filhas, Ifigênia, Electra, Crisotêmis e um filho, Orestes.
Menelau herdou o trono de Esparta, enquanto Agamémnon, com a ajuda do irmão, expulsou Egisto e Tiestes para recuperar o reino do seu pai. Alargou os seus domínios pela conquista, e tornou-se o rei mais poderoso da Grécia.
Contudo, a história da família de Agamémnon, indo até o lendário rei Pélope, tinha sido manchada por violação, assassínio, incesto, e traição.
Ainda de acordo com as palavras do professor, os gregos acreditavam que este passado violento lançou infortúnios sobre a inteira Casa de Atreu.







