terça-feira, 30 de março de 2010

AGAMEMNON

Querido amigo diário,
Ontem, na aula de História, conheci um pouco da história do pai de Ifigênia e Electra, Agamemnon, um dos mais distintos heróis gregos, filho do rei Atreu de Micenas e da rainha Aerope/Érope, e irmão de Menelau.
Ele foi o comandante supremo dos gregos durante a guerra de Tróia; e diz a lenda que durante a luta, Agamémnon matou Antifo. O condutor de carros de Agamémnon, Halaeso, lutou mais tarde com Eneias, em Itália.
Segundo o professor, a Ilíada conta a história da briga entre Agamémnon e Aquiles no ano final da guerra. Agamémnon tomou para si uma escrava atrativa e espólio de guerra, Briseis, que era de Aquiles. Aquiles, o maior guerreiro da altura, saiu da batalha por vingança, e quase custou a guerra aos gregos
Atreu, o pai de Agamémnon, foi assassinado por Egisto, que se apoderou do trono de Argos e governou juntamente com o seu pai Tiestes. Durante este período, Agamenon e Menelau procuraram refúgio em Esparta. Casaram-se com as princesas espartanas Clitemnestra e Helena, respectivamente. Agamenon e Clitemnestra tiveram quatro filhos: três filhas, Ifigênia, Electra, Crisotêmis e um filho, Orestes.
Menelau herdou o trono de Esparta, enquanto Agamémnon, com a ajuda do irmão, expulsou Egisto e Tiestes para recuperar o reino do seu pai. Alargou os seus domínios pela conquista, e tornou-se o rei mais poderoso da Grécia.
Contudo, a história da família de Agamémnon, indo até o lendário rei Pélope, tinha sido manchada por violação, assassínio, incesto, e traição.
Ainda de acordo com as palavras do professor, os gregos acreditavam que este passado violento lançou infortúnios sobre a inteira Casa de Atreu.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

UM POUCO SOBRE ÉDIPO


Querido amigo diário,

Desde que saí de férias, nada registrei em suas páginas. Hoje, porém, cá estou para fazer um breve relato sobre um rapaz que conheci recentemente nas ruínas da Grécia Antiga: Édipo é o nome dele.
Édipo é um personagem da mitologia grega, cuja fama se deu por matar o pai e casar-se com a própria mãe. Filho de Laio e de Jocasta, pai de Etéocles, Ismênia, Antígona e de Polinice.
Segundo a lenda grega, Laio, o rei de Tebas, havia sido alertado pelo Oráculo de Delfos que uma maldição iria se concretizar: Seu próprio filho o mataria e se casaria com a própria mãe. Por tal motivo, ao nascer Édipo, Laio abandonou-o no monte Citerão, pregando um prego em cada pé para tentar matá-lo. O menino foi recolhido mais tarde por um pastor e batizado como Edipodos, o de "pés-furados", que foi adotado depois pelo rei de Corinto e voltou a Delfos.
Èdipo consulta o Oráculo que lhe dá a mesma previsão dada a Laio: ele mataria seu pai e desposaria sua mãe. Achando-se tratar de seus pais adotivos, foge de corinto.
No caminho, Édipo encontrou um homem e, sem saber que era o seu pai, brigou com ele e o matou, pois, Laio o mandou sair de sua frente.
Após derrotar a Esfinge que aterrorizava Tebas, que lançara um desafio ("Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?"), Édipo conseguiu desvendar, dizendo que era o homem. "O amanhecer é a criança engatinhando, entardecer é a fase adulta, que usamos ambas as pernas, e o anoitecer é a velhice quando se usa a bengala".
Conseguindo derrotar o monstro ele seguiu à sua cidade natural e casou-se, "por acaso" (já que ele pensava que aqueles que o haviam criado eram seus pais biológicos) com sua mãe, com quem teve quatro filhos. Quando da consulta do oráculo, por ocasião de uma peste, Jocasta e Édipo descobrem que são mãe e filho. Ela comete suicídio e ele fura os próprios olhos por ter estado cego e não ter reconhecido a própria mãe. Após sair do palácio, Édipo é avisado pelo Corifeu que não é mais rei de Tebas; Creonte ocupara o trono, desde então. Édipo pede para ser exilado, mandado embora. Pede, ainda, para que Creonte cuide das suas duas filhas como se fossem suas próprias.
E eu cá pensando que minha família era a única pervertida do Olimpo.
É, diário amigo, vejo que serei obrigado a continuar com as minhas visitas ao psicanalista!...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A CAIXA DE PANDORA
(Rainer Sousa, www.brasilescola.com/filosofia)

Querido amigo diário,
Ontem, na aula de história, o professor Rainer nos falou sobre a caixa de Pandora, que é um mito grego no qual a existência da mulher e dos vários males do mundo são explicados. Tudo começa quando Zeus, o deus de todos os deuses, resolveu arquitetar um plano para se voltar contra a ousadia de Prometeu – que entregara aos homens a capacidade de controlar o fogo. Para tanto, Zeus decide criar uma mulher repleta de dotes oferecidos pelos deuses e a oferece a Epimeteu, irmão de Prometeu.
Antes disso, Prometeu recusou a jovem Pandora de Zeus temendo que ela fizesse parte de algum plano de vingança da divindade roubada. Ao aceitar Pandora, Epimeteu também ganhou uma caixa onde estavam contidos vários males físicos e espirituais que poderiam acometer o mundo. Desconhecedor do conteúdo, ele foi somente alertado de que aquela caixa não poderia ser aberta em nenhuma hipótese. Com isso, o artefato era mantido em segurança, no fundo de sua morada, cercado por duas gralhas barulhentas.Aproveitando de sua beleza, Pandora convenceu o marido a se livrar das gralhas que lhe causavam espanto. Após atender ao pedido da esposa, Epimeteu manteve relações com ela e caiu em um sono profundo. Nesse instante, não suportando a própria curiosidade, Pandora abriu a caixa proibida para espiar o seu conteúdo. Naquele momento, ela acabou libertando várias doenças e sentimentos que atormentariam a existência do homem no mundo. Zeus assim concluía o seu plano de vingança contra Prometeu.Logo percebendo o erro que cometera, Pandora se apressou em fechar a caixa. Com isso, ela conseguiu preservar o único dom positivo que fora depositado naquele recipiente: a esperança. Dessa forma, o mito da Caixa de Pandora explica como o homem é capaz de manter-se perseverante mesmo quando as situações se mostram bastante adversas. Além disso, diário amigo, esse mesmo mito explora a construção da identidade feminina como sendo marcada pela sensualidade e o poder de dissimulação.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

NIX, PERSONIFICAÇÃO DA NOITE

(Wikipédia)

Meu querido amigo diário,

Hoje tomei conhecimento de uma história fabulosa e intrigante a história de Nix, a deusa grega Nix que é a personificação da noite.

Uma das melhores fontes de informação sobre essa deusa provém da teogonia de Hesíodo. Ele afirma que a Noite era filha do Caos, o que a torna uma das primeiras criaturas a emergir do vazio. Isso significa que Nix era irmã de algumas das mais antigas divindades da mitologia grega, incluindo Érebo(a Escuridão), Gaia(a mãe Terra), Tártaro(Trevas abismais) e eu (o amor da criação). Dessas forças primordiais sobreveio o resto dos deuses gregas.

Ela deu origem a um enorme número de crias. Algumas dessas crianças da Noite eram Éris (a Discórdia ou Altercação), as moiras (Cloto, Lachesis e Atropos), Nêmesis (a ética), as queres (morte em batalha), Oizus (a miséria), os Oniros (a legião dos sonhos), e os irmão gêmeos Hipnos (Deus do sono) e Tânatos (Deus da morte). Conquanto esses seres nasceram de deusas isoladas, sem um pai, Nix também teve filhos do deus Érebo. Dele, a divindade deu à luz Éter, o ar e Hemera, o Dia.

Os mais místicos costumam dizer que Nix é a patrona das feiticeiras e bruxas, por quem é cultuada, pois acreditam que ela dá fertilidade à terra para brotar ervas encantadas, e também acreditam que ela tem total controle sobre a vida e a morte, tanto de homens como de Deuses. Talvez por isso, o Todo Poderoso Zeus, meu pai, tenha um enorme respeito e temível pavor da Deusa da Noite.

Nix aparece ora como uma deusa benéfica que simboliza a beleza da noite (semelhante a Leto) e ora como cruel deidade Tartárea, que profere maldições e castiga com terror noturno (Hécate e Astéria). Dizem, inclusive, que ela é a primeira rainha do mundo das Trevas e que tem dons proféticos, e que foi ela quem criou a arma que Gaia entregou a Cronos para destronar Urano. Comenta-se, também, pelo Olimpo que Nix conhece o segredo da imortalidade dos Deuses, podendo tirá-la e transformar um Deus em mortal, como ela fez com Cronos após este ser destronado por Zeus.

E seguindo a tradição incestuosa do Olimpo, Nix desposou Érebo, seu irmão, de quem teve o Éter (luz celestial) e Hemera (Dia). Mas sozinha, sem se unir a nenhuma outra divindade, mostrou-se uma boa parideira procriando ainda o inevitável e inflexível Moros (as Sortes), Kera (destina o tipo de morte o destino do homem em seus momentos finais), a Tânatos (Morte), Hipnos (o Sono), Oniro (a legião dos Sonhos), Momos (escarnio), Oizus (miséria), as Hespérides (Tarde), guardadoras dos pomos de ouro, as desapiedadas Moiras (Deusas do destino), a divina Nêmesis (Deusa da retribuição), Apate (engano,fraude), Filotes (amizade) , Geras (velhice) Éris (Discórdia) Limos (a fome), Ftono (inveja), Ênio (Belona, deusa da carnificina) Lissa (a loucura) e Caronte, o barqueiro do rio Aqueronte do mundo dos mortos (que transporta as almas dos mortos entre o mundo dos vivos para o mundo dos mortos).

Diário amigo, diante de tudo que fiquei sabendo sobre essa encantadora (e assustadora) deusa, cheguei à conclusão que muito tenho ainda muito a gastar com idas e vindas ao psicanalista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

MEU “AMIGO” ZÉFIRO, O VENTO DO OESTE
(Wikipédia)


Amigo Diário,
Depois de algum tempo ausente, resolvi passear pelos bosques do Olimpo. Lá chegando, encontrei um velho conhecido: Zéfiro, o vento do Oeste. Ele é filho de Eos (a aurora) e Astreu. Foi casado com Íris e vivia numa caverna da Trácia. Os seus irmãos são Bóreas, Nótus e Eurus, todos Titãs.
O mito do vento Zéfiro ou Favónio diz que este fecundava as éguas de certa região da Lusitânia tornando os cavalos dessa zona invulgarmente velozes. Um outro dos mitos em que Zéfiro aparece mais proeminentemente é o de Jacinto, um belo e atlético príncipe espartano. Zéfiro enamorou-se de Jacinto e cortejou-o, tal como Apolo. Ambos competiram pelo seu amor, que veio a escolher Apolo, fazendo que Zéfiro enlouquecesse de ciúmes. Mais tarde, ao surpreendê-los praticando o lançamento do disco, Zéfiro soprou uma rajada de vento sobre eles, fazendo com que o disco golpeasse Jacinto na cabeça ao cair. Quando Jacinto morreu, Apolo criou a flor homonima com o seu sangue.
Na minha história com Psiquê, foi Zéfiro quem a serviu a mim, transportando-a até a minha morada.
Zéfiro é também considerado uma brisa suave ou vento agradável, pois era o mais suave de todos os ventos tido por benfazejo, frutificante e mensageiro da Primavera.
Pois é, diário amigo, apesar da vida um tanto quanto promíscua de Zéfiro, devo muito a ele, pois não fosse a sua intervenção, hoje talvez eu não tivesse o amor da minha Psiquê.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

SOBRE MIM, EROS
(Wikipédia)

Amado diário,
Aqui registrei a história de muitas figuras ilustres do Olimpo, porém nada especificamente sobre mim foi registrado, apesar de que estive presente em todos os relatos.
No panteão romano me chamam de Cupido, mas tanto no Olimpo grego quanto em Roma sou conhecido como o deus do amor, talvez pelas circunstâncias em que fui concebido.
Muitas são as histórias e lendas sobre minha pessoa. Uma delas é contada por Hesíodo, que na sua Teogonia, considera-me-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de descrever-me como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-me também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos. Posteriormente fui considerado como um deus olímpico, filho de Afrodite e de Zeus, Hermes ou Ares, conforme as várias versões.
Platão, no seu conhecidíssimo Banquete, descreve assim o meu nascimento, elucidando alguns detalhes até mesmo do aspecto erótico:
"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros".
Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
Algum tempo depois conheci Psiquê e com ela casei-me. Daí para frente, amigo diário, você e os seus leitores já conhecem o restante da história.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PSIQUÊ E EU, A LENDA
(Wikipédia)

Diário amado,
Certa vez, Afrodite desabafou-se com Métis, queixando-se que eu, seu filho, continuava sempre criança. A deusa da prudência lhe explicou que era porque eu era muito solitário. Disse ainda que eu haveria de crescer se tivesse um irmão. Antero nasceu e, pouco depois, casei-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o meu rosto, pois isso significaria perder-me. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observou meu rosto à noite sob a luz de uma vela. Encantada com a minha beleza (e, talvez, com a minha falta de modéstia), se distraiu e deixou cair uma gota de cera sobre o meu peito. Acordei-me e, irritado com a traição de Psiquê, abandonei-a. Ela ficou pertubada e passou a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eu, que também sofri pela separação, implorei a Zeus para que tivesse compaixão de nós. Zeus atende-me e, então, resgatei minha esposa e passamos a viver apaixonadamente no Olimpo. Psiquê e eu tivemos trigêmeos: Eros II, Volúptas e Volúptia.