quarta-feira, 20 de março de 2013


AS GÓRGONAS

Caríssimo diário,

            Ausentei-me por um bom tempo, entanto, jamais deixei de buscar informações sobre as lendas e mitos que circundam o Olimpo. E entre os relatos dos mais antigos, encontre um que me chamou muito a atenção e deixou-me deveras encantado: a história das Górgonas.
Segundo me fora relatado, Górgonas são criaturas da mitologia grega, representadas como monstros ferozes, de aspecto feminino e com grandes presas.e que têm o poder de transformar todos que olham-nas em pedra, o que fazia com que, muitas vezes, imagens suas fossem utilizadas como uma forma de amuleto. As górgonas também vestiam um cinto de serpentes entrelaçadas.
Na mitologia grega tardia, dizia-se que existiam três górgonas (as três filhas de Fórcis e Ceto): Medusa (a “impetuosa"), Esteno (a “opressora”) e Euríale..
Como a mãe, as górgonas eram extremamente belas e seus cabelos eram invejáveis; todavia, eram desregradas e sem escrúpulos. Isso causou a irritação dos demais deuses, principalmente de Atena, a deusa da sabedoria, que admirou-se de ver que a beleza das górgonas as fazia exatamente idênticas a ela. Atena, então, para não permitir que deusas iguais a ela mostrassem um comportamento maligno, tão diferente do seu, deformou-lhes a aparência, determinada a diferenciar-se, transformando os belos cachos das irmãs em ninhos de serpentes letais e violentas, que picavam suas faces. Transformou, ainda, seus belos dentes em presas de javalis e seus pés e mãos macias em bronze frio e pesado. Não bastasse isso, cobriu suas peles com escamas douradas. E para terminar, Atena condenou-as a transformar em pedra tudo aquilo que pudesse contemplar seus olhos. Assim, o belo olhar das górgonas se transformou em algo perigoso. Envergonhadas e desesperadas por seu infortúnio, as górgonas fugiram para o Ocidente, e se esconderem na Ciméria, conhecido como "o país da noite eterna".
Porém, mesmo monstruosa, Medusa foi assediada por Poseídon, que amava Atena. E para vingar-se, Medusa cedeu ao assédio de Posseídon, que desposou-a. Após isso, Posseídon fez com que Atena soubesse que ele desposara aquela que era sua semelhante. Atena sentiu-se tão ultrajada que tomou de Medusa sua imortalidade, fazendo-a a única mortal entre as górgonas. Em outras versões, Atena amaldiçoou as górgonas justamente porque quando Medusa ainda era bela, ela e Posseidon se uniram em um templo de Atena. Justamente por isso, a deusa ficou ultrajada e as amaldiçoou.
            Como você pode ver, amigo diário, o Olimpo é cheio de histórias: algumas horripilantes, outras simplesmente fantásticas!...

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 18 de março de 2013

PÉGASO, O CAVALO ALADO


Meu querido diário,

            Depois de um longo e tenebroso inverno, resolvi folhear suas páginas e notei que há muito tempo não escrevo-lhe nada. E relendo o que já foi escrito, algumas histórias foram, fantasticamente, surgindo em minha mente. Notei, ainda, que em meio aos meus escritos não foi relatado o meu encontro com Pégaso, o cavalo alado cujo simbolismo está ligado à imortalidade.
Diz a lenda que a figura de Pégaso é originária da mitologia grega, presente no mito de Perseu e Medusa, e que ele nasceu do sangue de Medusa quando esta foi decapitada pelo filho de Danae com Zeus. Medusa (monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse em seus olhos) estava grávida de Poseidon naquela época. Havendo feito brotar, com uma patada, a fonte Hipocrene, Pégaso tornou-se o símbolo da inspiração poética.
Há, também, relatos de que após ter matado a poderosa Quimera (figura mística caracterizada por uma aparência híbrida de dois ou mais animais), Belerofonte montou Pégaso - após domá-lo com ajuda de Atena e da rédea de ouro - e em seguida tentou usá-lo para chegar ao Olimpo. Mas Zeus fez com que o cavalo alado derrubasse seu cavaleiro, fazendo-o ser picado por uma vespa, e Belerofonte morreu devido à grande altura. Zeus o recompensou transformando-o na constelação de pegasus, onde deveria - dali em diante - ficar à serviço do deus dos deuses.
Pois é, querido diário!... fiquei sabendo que quando Zeus mandou aquela vespa picar Belerofonte e este caiu do cavalo alado, Atena ordenou que o chão ficasse macio. Dessa forma, o cavaleiro de Pégaso não morreria com a queda, mas essa é uma outra história que, após saber melhor dos detalhes, aqui escreverei num futuro bem próximo.

terça-feira, 25 de setembro de 2012


A LENDA DE PERSEU

Meu querido diário,

Nessas minhas andanças pelo Olimpo, ouço inúmeras histórias sobre heróis e vilões, mitos e lendas, deuses e titãs, musas e ninfas... E o personagem da vez é Perseu, herói mítico grego que decapitou a Medusa, monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse em seus olhos.
Perseu era filho de Zeus, que, sob a forma de uma chuva de ouro, introduziu-se na torre de bronze e engravidou Dânae, a filha mortal de Acrísio, rei de Argos. Não acreditando que sua filha estivesse grávida de Zeus, Acrísio colocou-a em um baú e o jogou ao mar. O baú chegou à ilha de Sérifo, onde foi encontrado por Dictis, que, após o nascimento de Perseu, criou o menino.
Perseu tornou-se um grande homem, forte, ambicioso, corajoso, aventureiro e protetor da mãe. Polidectes, com medo de que a ambição de Perseu o levasse a lhe usurpar o trono, propôs um torneio no qual o vencedor seria quem trouxesse a cabeça da Medusa. O instinto aventureiro de Perseu não o deixou recusar. Conhecendo sua mãe, Perseu disse que iria participar do torneio, mas não disse que iria enfrentar a Medusa, com receio de que ela o impedisse. Da batalha contra o monstro, saiu vitorioso graças à ajuda de Atena, Hades e Hermes. Atena deu a ele um escudo tão bem polido, que tal qual num espelho, podia se ver o reflexo ao olhar para ele. Hades lhe deu um capacete que torna invisível quem o usa, e Hermes deu a ele suas sandálias aladas; três objetos que foram definitivos para a vitória de Perseu.
Então, Perseu, guiado pelo reflexo no escudo, sem olhar diretamente para a Medusa, derrotou-a cortando sua cabeça e a ofereceu à deusa Atena. Dizem, inclusive, que, quando Medusa foi morta, o cavalo alado Pégaso e o gigante Crisaor surgiram de seu ventre. Também dizem que as outras duas irmãs de Medusa, Esterno e Euriale, até hoje perseguem Perseu, mas este - fazendo-se valer das sandálias aladas que Hermes lhe dera e do capacete que recebera de Hades - sempre consegue escapar das garras das Górgonas.
Pois é, amigo diário!... Com tantas lendas, mitos e histórias afins rolando pelos bosques do Olimpo, meu tempo anda escasso, por isso não mais havia te procurado. Entanto, aqui estou de volta, e tudo farei para que juntos possamos estar com mais frequência.

sexta-feira, 9 de março de 2012

BREVES PALAVRAS SOBRE JOCASTA

Querido Diário,

Algum tempo atrás, contei-lhe UM POUCO SOBRE ÉDIPO, filho de Laio (rei de Tebas) e de Jocasta, com quem mais tarde teve um relacionamento incestuoso. E hoje aqui estou para falar um pouco sobre Jocasta, esposa de Laio (rei de Tebas) e mãe de Édipo.
Quando um oráculo profetizou que o filho de Jocasta mataria seu pai, Laio furou os tornozelos da criança e abandonou-a numa montanha. A criança, salva por um pastor, foi batizada de Édipo e adotado por Pólibos, rei de Corinto. Mais tarde, quando o oráculo em Delfos proclamou que ele mataria seu próprio pai e se casaria com sua mãe, Édipo - não querendo provocar qualquer dano à Pólibos - deixou Corinto.
Na estrada para a Beócia, Édipo discutiu com um estranho e o matou, pois acreditou tratar-se de um assaltante. A vítima era seu pai verdadeiro, Láio. Acreditando que seu filho estava morto, Jocasta não reconheceu Édipo quando ele reapareceu em Tebas como um rapaz. O jovem salvou a cidade da esfinge e, como recompensa, desposou Jocasta, que lhe deu quatro filhos.
Quando descobriu que Édipo era seu filho e, também, seu marido, Jocasta - em horror e desespero pelo seu relacionamento incestuoso - enforca-se em seu quarto. Édipo, ao ver tal cena, fura seus próprios olhos como meio de punição por ter consumado matrimônio com sua mãe e matado seu pai. Ao fim, Édipo pede o enviem para longe da cidade para que possa viver desterrado, longe de sua vergonha.
É, querido diário!... seria uma linda história de amor não fosse a maior tragédia incestuosa já registrada nos anais mitológicos!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

AS VALQUÍRIAS
(Wikipédia)

Amado diário,

Quem é vivo um dia aparece!... E cá estou, encantando com a história das Valquírias, história essa que ouvi de um colega de alojamento quando participei de um intercâmbio entre estudantes mitológicos na Escandinávia. Segundo ele, na mitologia nórdica, as valquírias eram deidades menores, servas de Odin. O termo deriva do nórdico antigo valkyrja (em tradução literal significa "as que escolhem os que vão morrer").
As valquírias eram belas jovens mulheres que, montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros (dentre os mais bravos) recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.
As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Ainda segundo o colega de alojamento, devido a um acordo de Odin com a deusa Freya - que chefiava as valquírias -, metade desses guerreiros e todas as mulheres mortas em batalha eram levadas para o palácio da deusa.
As deidades servas de Odin cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Elas também serviam a Odin como mensageiras, e quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico chamado de Aurora Boreal.
Tão interessado fiquei pela história das Valquírias, que anotei na minha caderneta os seus nomes originais a fim de procurar - na internet – os seus respectivos singnificados: Brynhild (correspondente de batalha, muitas vezes confundida com Brunhilde, da Saga dos Nibelungos), Sigrun (ruína da vitória), Kara, Mist, Skogul (batalha), Prour (força), Herfjotur (grilhão de guerra), Raogrior (paz do deus), Gunnr (lança da batalha), Skuld (aquela que se torna), Sigrdrifa (nevasca da vitória), Svana, Hrist (a agitadora), Skeggjold (usando um machado de guerra), Hlokk (estrondo de guerra), Goll (choro da batalha), Randgrior (escudo de paz), Reginleif (herança dos deuses), Rota (aquela que causa tumulto) e Gondul (varinha encantada ou "lobisomem").
Uma história simplesmente fascinante, não é mesmo, diário amigo???

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O MITO DE CÉFALO E PRÓCRIS: A INFIDELIDADE FATAL
(Lúcia, Mitologia Grega)

Amantíssimo diário,

De volta do Mediterrâneo, deparei-me com uma intrigante e extasiante história de amor, que, devido ao excesso de ciúme e desconfiança, resultou numa tragédia. Trata-se da trágica história de amor de história de Prócris e Céfalo.
Prócris era casada com o Rei Céfalo da Tessália. Amavam-se com profunda ternura, porém sua felicidade terminou quando Eos, deusa da aurora de dedos cor-de-rosa, apaixonou-se por Céfalo e raptou-o para que vivesse ao seu lado. Apesar de toda a sua beleza, ela não conseguiu conquistar o amor de Céfalo. Por fim, perdendo as esperanças, consentiu que ele retornasse para viver com a esposa.
No entanto, sentindo-se abandonada pelo amante, Eos sugeriu que a sua esposa Prócris teria um amante e aconselhou a Céfalo de se disfarçar em um rico mercador e tentar seduzir Prócris com ricos presentes, prometendo-lhe muitos outros presentes caso ela se entregasse a ele. Assim colocaria à prova a fidelidade da esposa e mostraria o quanto os homens são crédulos e ingênuos.
Inicialmente, Céfalo relutou, mas disfarçou-se e fez a corte a Prócris com tanto êxito que afinal ela lhe prometeu ser sua. Nesse momento Céfalo arrancou furioso o disfarce revelando sua identidade, concordando com tudo que lhe havia dito Eos: todas as mulheres são infiéis e os homens são fáceis de enganar. Prócris ficou envergonhada e se exilou em outro país, abandonando Céfalo a seus tristes pensamentos.
Passado algum tempo, Prócris conquistou os favores da deusa Ártemis, que lhe presenteou com uma lança que nunca falhava o alvo e um cão que nunca deixava de trazer a sua presa. De posse desses bens preciosos voltou com um disfarce à sua casa e Céfalo não a reconheceu. Vendo que o dardo nunca errava o alvo, voltando às mãos de quem o lançava e do cão que sempre trazia a caça a seu dono, Céfalo sentiu ardente desejo de possuí-los. Tentando obtê-los, ofereceu sua prata e seu ouro em troca, mas Prócris desprezou o pagamento; em troca exigiu que Céfalo jurasse que nunca amou sua esposa infiel, que a tinha esquecido e ficaria com ela.
Céfalo recusava a cometer o perjúrio, mas desejava tanto a lança e o cão de caça que acabou jurando. Prócris retirou o disfarce e mostrou a Céfalo como era frágil a sedução em função de um desejo ou de um interesse. E sendo ambos culpados, ela propôs que eles esquecessem o passado, renovassem os votos de amor para viverem felizes sem desconfianças. Céfalo se sentiu feliz em ter novamente a esposa em seus braços. Prócris deu a Céfalo a lança e o cão para que pudesse caçar e passaram a viver em completa felicidade.
Certo dia fazia muito calor e Céfalo pediu: - “Vem, brisa suave, vem afagar-me. Sabes quanto te amo! Tu tornas deliciosos os bosques e minhas caminhadas solitárias!”... Alguém, que por acaso ouviu as declarações de Céfalo, foi contar a Prócris que seu marido estava no bosque invocando carinhos em altas vozes e que poderia ser de alguma mulher com quem tinha encontros amorosos, enquanto Prócris supunha que estivesse a caçar. No mesmo instante renasceram as suspeitas e os ciúmes de Prócris.
No dia seguinte, quando seu marido pegou da lança e chamou o cão, Prócris o seguiu secretamente escondendo-se atrás das folhagens para não ser vista. Quando Céfalo ergueu os braços e pediu ao vento que o refrescasse, Prócris inclinou-se para melhor ouvir o que ele dizia. Ela queria saber o nome da sua rival.
No entanto, o ruído nas folhagens chamou a atenção de Céfalo que, supondo tratar-se de um animal selvagem, arremessou sua lança infalível contra a folhagem de onde vinha o ruído. Com o coração transpassado, Prócris caiu com grito de agonia. Assim morreu a bela esposa de Céfalo, cujo fim foi motivado pela maledicência alheia e pela injustificada desconfiança. Em suas últimas palavras, Prócris suplicou que Céfalo nunca se casasse com a odiosa Brisa...

domingo, 24 de abril de 2011

A LENDA DE TRITAO
(www.infopedia.pt/$tritao)

Querido amigo diário,

Não resisti aos encantos encontrados no Mediterrâneo e voltei à “Ilha das Sereias”, pois a vontade de revê-las dominava-me desde aquela meu último cruzeiro por “mares nunca dantes navegados”. Porém, lá chegando tive uma desagradável surpresa: não encontrei as sereias tomando seu já tradicional banho de sol nos recifes. Quem lá eu vi – como se fosse o guardião da Ilha - foi um Tritão.
Segundo a mitologia grega, Tritão é um deus marinho, filho de Poseidon e Anfitrite; (originalmente, a personificação feminina do mar, filha do Titã Oceano), irmão de Rode, e residindo normalmente no mar, apesar de tardiamente lhe darem a residência num lago na Líbia chamado Trítonis.
Tritão assemelha-se a uma sereia-macho, ou seja, é representado com cabeça e tronco humanos e cauda de peixe. Diz a lenda que ele tinha uma filha chamada Palas, companheira de infância de Atena, que a matou acidentalmente. Trítia, que teve um filho de Zeus chamado Melanipo, seria, também de acordo com uma outra lenda, filha de Tritão. Era esta Trítia uma sacerdotisa da deusa Atena.
Tritão ganhou notoriedade na mitologia grega com o seu auxílio à expedição dos Argonautas, pois indicou aos marinheiros o melhor caminho para atingirem o Mediterrâneo. Deu também, no quadro dessa gesta, um pedaço de terra a Eufemo, como agradecimento pela sua hospitalidade.
Outra lenda configura Tritão como uma personagem de maus instintos, um semideus ciumento e violento. Conta-se, inclusive, que numa festa em honra do licencioso deus Dioniso, em Tânagra, na Beócia, no centro da Grécia, um grupo de mulheres banhava-se num lago quando foi atacado por Tritão. Dioniso, ouvindo os apelos de socorro das mulheres, em auxílio destas acorreu ao lago, afastando Tritão. Nesta aura de figura selvática ou rude, também uma lenda narrava que Tritão semeava o terror nas margens do lago onde habitava, atacando rebanhos e roubando animais. Como a Polifemo, o Cíclope carcereiro de Ulisses e seus homens teriam um dia deixado uma ânfora de vinho nas margens do lago de Tritão. Este, sentindo o seu cheiro, logo acorreu ao local onde estava o precioso néctar e tratou de bebê-lo, ficando ébrio e sonolento. Adormecido, foi então alvo de um furioso ataque, no qual o mataram a golpes de machado. Acabavam assim as devastações em torno do lago e assim se criou o mito da vitória de Dioniso sobre Tritão.
São vários os seres que recebem a designação de Tritão (os Tritões) na mitologia grega, todos eles do séquito de Poseidon e muitas vezes considerados como filhos de Tritão. As suas trompas eram conchas, nas quais sopravam para assustar os marinheiros. Quando lhes apetecia, sabiam também retirar belas e suaves melodias da concha, consideradas músicas inigualáveis, conforme se pode ver na célebre fonte do Tritão, em Roma, que representa perfeitamente este conjunto iconográfico.
E temendo ser vítima daquele ser não tão encantador como as sereias, pedi ao timoneiro condutor da nau que desse meia-volta e seguisse por outros “mares nunca dantes navegados”.