terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A CAIXA DE PANDORA
(Rainer Sousa, www.brasilescola.com/filosofia)

Querido amigo diário,
Ontem, na aula de história, o professor Rainer nos falou sobre a caixa de Pandora, que é um mito grego no qual a existência da mulher e dos vários males do mundo são explicados. Tudo começa quando Zeus, o deus de todos os deuses, resolveu arquitetar um plano para se voltar contra a ousadia de Prometeu – que entregara aos homens a capacidade de controlar o fogo. Para tanto, Zeus decide criar uma mulher repleta de dotes oferecidos pelos deuses e a oferece a Epimeteu, irmão de Prometeu.
Antes disso, Prometeu recusou a jovem Pandora de Zeus temendo que ela fizesse parte de algum plano de vingança da divindade roubada. Ao aceitar Pandora, Epimeteu também ganhou uma caixa onde estavam contidos vários males físicos e espirituais que poderiam acometer o mundo. Desconhecedor do conteúdo, ele foi somente alertado de que aquela caixa não poderia ser aberta em nenhuma hipótese. Com isso, o artefato era mantido em segurança, no fundo de sua morada, cercado por duas gralhas barulhentas.Aproveitando de sua beleza, Pandora convenceu o marido a se livrar das gralhas que lhe causavam espanto. Após atender ao pedido da esposa, Epimeteu manteve relações com ela e caiu em um sono profundo. Nesse instante, não suportando a própria curiosidade, Pandora abriu a caixa proibida para espiar o seu conteúdo. Naquele momento, ela acabou libertando várias doenças e sentimentos que atormentariam a existência do homem no mundo. Zeus assim concluía o seu plano de vingança contra Prometeu.Logo percebendo o erro que cometera, Pandora se apressou em fechar a caixa. Com isso, ela conseguiu preservar o único dom positivo que fora depositado naquele recipiente: a esperança. Dessa forma, o mito da Caixa de Pandora explica como o homem é capaz de manter-se perseverante mesmo quando as situações se mostram bastante adversas. Além disso, diário amigo, esse mesmo mito explora a construção da identidade feminina como sendo marcada pela sensualidade e o poder de dissimulação.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

NIX, PERSONIFICAÇÃO DA NOITE

(Wikipédia)

Meu querido amigo diário,

Hoje tomei conhecimento de uma história fabulosa e intrigante a história de Nix, a deusa grega Nix que é a personificação da noite.

Uma das melhores fontes de informação sobre essa deusa provém da teogonia de Hesíodo. Ele afirma que a Noite era filha do Caos, o que a torna uma das primeiras criaturas a emergir do vazio. Isso significa que Nix era irmã de algumas das mais antigas divindades da mitologia grega, incluindo Érebo(a Escuridão), Gaia(a mãe Terra), Tártaro(Trevas abismais) e eu (o amor da criação). Dessas forças primordiais sobreveio o resto dos deuses gregas.

Ela deu origem a um enorme número de crias. Algumas dessas crianças da Noite eram Éris (a Discórdia ou Altercação), as moiras (Cloto, Lachesis e Atropos), Nêmesis (a ética), as queres (morte em batalha), Oizus (a miséria), os Oniros (a legião dos sonhos), e os irmão gêmeos Hipnos (Deus do sono) e Tânatos (Deus da morte). Conquanto esses seres nasceram de deusas isoladas, sem um pai, Nix também teve filhos do deus Érebo. Dele, a divindade deu à luz Éter, o ar e Hemera, o Dia.

Os mais místicos costumam dizer que Nix é a patrona das feiticeiras e bruxas, por quem é cultuada, pois acreditam que ela dá fertilidade à terra para brotar ervas encantadas, e também acreditam que ela tem total controle sobre a vida e a morte, tanto de homens como de Deuses. Talvez por isso, o Todo Poderoso Zeus, meu pai, tenha um enorme respeito e temível pavor da Deusa da Noite.

Nix aparece ora como uma deusa benéfica que simboliza a beleza da noite (semelhante a Leto) e ora como cruel deidade Tartárea, que profere maldições e castiga com terror noturno (Hécate e Astéria). Dizem, inclusive, que ela é a primeira rainha do mundo das Trevas e que tem dons proféticos, e que foi ela quem criou a arma que Gaia entregou a Cronos para destronar Urano. Comenta-se, também, pelo Olimpo que Nix conhece o segredo da imortalidade dos Deuses, podendo tirá-la e transformar um Deus em mortal, como ela fez com Cronos após este ser destronado por Zeus.

E seguindo a tradição incestuosa do Olimpo, Nix desposou Érebo, seu irmão, de quem teve o Éter (luz celestial) e Hemera (Dia). Mas sozinha, sem se unir a nenhuma outra divindade, mostrou-se uma boa parideira procriando ainda o inevitável e inflexível Moros (as Sortes), Kera (destina o tipo de morte o destino do homem em seus momentos finais), a Tânatos (Morte), Hipnos (o Sono), Oniro (a legião dos Sonhos), Momos (escarnio), Oizus (miséria), as Hespérides (Tarde), guardadoras dos pomos de ouro, as desapiedadas Moiras (Deusas do destino), a divina Nêmesis (Deusa da retribuição), Apate (engano,fraude), Filotes (amizade) , Geras (velhice) Éris (Discórdia) Limos (a fome), Ftono (inveja), Ênio (Belona, deusa da carnificina) Lissa (a loucura) e Caronte, o barqueiro do rio Aqueronte do mundo dos mortos (que transporta as almas dos mortos entre o mundo dos vivos para o mundo dos mortos).

Diário amigo, diante de tudo que fiquei sabendo sobre essa encantadora (e assustadora) deusa, cheguei à conclusão que muito tenho ainda muito a gastar com idas e vindas ao psicanalista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

MEU “AMIGO” ZÉFIRO, O VENTO DO OESTE
(Wikipédia)


Amigo Diário,
Depois de algum tempo ausente, resolvi passear pelos bosques do Olimpo. Lá chegando, encontrei um velho conhecido: Zéfiro, o vento do Oeste. Ele é filho de Eos (a aurora) e Astreu. Foi casado com Íris e vivia numa caverna da Trácia. Os seus irmãos são Bóreas, Nótus e Eurus, todos Titãs.
O mito do vento Zéfiro ou Favónio diz que este fecundava as éguas de certa região da Lusitânia tornando os cavalos dessa zona invulgarmente velozes. Um outro dos mitos em que Zéfiro aparece mais proeminentemente é o de Jacinto, um belo e atlético príncipe espartano. Zéfiro enamorou-se de Jacinto e cortejou-o, tal como Apolo. Ambos competiram pelo seu amor, que veio a escolher Apolo, fazendo que Zéfiro enlouquecesse de ciúmes. Mais tarde, ao surpreendê-los praticando o lançamento do disco, Zéfiro soprou uma rajada de vento sobre eles, fazendo com que o disco golpeasse Jacinto na cabeça ao cair. Quando Jacinto morreu, Apolo criou a flor homonima com o seu sangue.
Na minha história com Psiquê, foi Zéfiro quem a serviu a mim, transportando-a até a minha morada.
Zéfiro é também considerado uma brisa suave ou vento agradável, pois era o mais suave de todos os ventos tido por benfazejo, frutificante e mensageiro da Primavera.
Pois é, diário amigo, apesar da vida um tanto quanto promíscua de Zéfiro, devo muito a ele, pois não fosse a sua intervenção, hoje talvez eu não tivesse o amor da minha Psiquê.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

SOBRE MIM, EROS
(Wikipédia)

Amado diário,
Aqui registrei a história de muitas figuras ilustres do Olimpo, porém nada especificamente sobre mim foi registrado, apesar de que estive presente em todos os relatos.
No panteão romano me chamam de Cupido, mas tanto no Olimpo grego quanto em Roma sou conhecido como o deus do amor, talvez pelas circunstâncias em que fui concebido.
Muitas são as histórias e lendas sobre minha pessoa. Uma delas é contada por Hesíodo, que na sua Teogonia, considera-me-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de descrever-me como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-me também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos. Posteriormente fui considerado como um deus olímpico, filho de Afrodite e de Zeus, Hermes ou Ares, conforme as várias versões.
Platão, no seu conhecidíssimo Banquete, descreve assim o meu nascimento, elucidando alguns detalhes até mesmo do aspecto erótico:
"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros".
Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
Algum tempo depois conheci Psiquê e com ela casei-me. Daí para frente, amigo diário, você e os seus leitores já conhecem o restante da história.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PSIQUÊ E EU, A LENDA
(Wikipédia)

Diário amado,
Certa vez, Afrodite desabafou-se com Métis, queixando-se que eu, seu filho, continuava sempre criança. A deusa da prudência lhe explicou que era porque eu era muito solitário. Disse ainda que eu haveria de crescer se tivesse um irmão. Antero nasceu e, pouco depois, casei-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o meu rosto, pois isso significaria perder-me. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observou meu rosto à noite sob a luz de uma vela. Encantada com a minha beleza (e, talvez, com a minha falta de modéstia), se distraiu e deixou cair uma gota de cera sobre o meu peito. Acordei-me e, irritado com a traição de Psiquê, abandonei-a. Ela ficou pertubada e passou a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eu, que também sofri pela separação, implorei a Zeus para que tivesse compaixão de nós. Zeus atende-me e, então, resgatei minha esposa e passamos a viver apaixonadamente no Olimpo. Psiquê e eu tivemos trigêmeos: Eros II, Volúptas e Volúptia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

JUNO LUCINA
(Wikipedia)



Caríssimo amigo diário,
Quando eu contemplava a beleza dos bosque do Olimpo, encontrei, deitada sob a sobra de uma árvore, Juno Lucina (também conhecida como Hera na mitologia grega), a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. Ela é representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira.
Juno e Júpiter tinham 2 filhos, Marte (Ares), deus da guerra, e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecida ao vê-lo que atirou-o para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o jogou para fora, por este ter participado de uma briga do rei do Olimpo com Juno, deixando-o coxo com a queda.
Dizem por aí que Juno possuía muitas rivais, entre elas, a bela Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era uma. Um dia, Calisto reconheceu num caçador seu filho Arcas, já homem. Quis correr e abraçá-lo, mas Arcas já erguera sua lança para matá-la quando Júpiter, vendo a desgraça que estava por acontecer afastou-os e lançou-os ao céu transformando-os nas constelações de Ursa Maior e Ursa Menor. Juno, enfurecida por Júpiter ter dado tal privilégio a sua rival, sai à procura de Tétis e Oceanus, as antigas divindades do mar. Conta-lhes toda a injúria que Júpiter fizera a ela, e pede para que eles não deixem as constelações se esconderem em suas águas. Assim a Ursa Maior e a Ursa Menor movem-se em círculo no céu mas nunca descem por trás do oceâno, como as outras estrelas.
Ouvi falar ainda que outra de suas rivais foi Io, que Júpiter, ao sentir a presença de Juno, transforma em uma novilha. Juno, desconfiada, pede a novilha de presente. Júpiter não podia negar um presente tão insignificante a sua mulher, então, pesaroso, entrega a novilha a Juno que coloca-a sob os cuidados de Argos Panoptes, um monstro de muitos olhos, e tendo tantos, nunca fechava mais que dois para dormir, vigiando Io dia e noite. Júpiter, perturbado pelo sofrimento da amante, pede a Mercúrio que mate Argos. Com músicas e histórias, Mercúrio consegue fazer com que Argos feche seus 100 olhos e nisso corta sua cabeça fora. Juno entristecida recolhe seus olhos que haviam perdido toda a luz e coloca-os na cauda de seu pavão, onde permanecem até hoje.
Enfurecida, Juno persegue Io por muitas partes da terra até que Júpiter intercede por ela prometendo não dar mais atenção a Io. Juno concorda devolvendo-lhe a aparência humana.
Outro forte inimigo de Juno foi Hércules, filho de Júpiter com a mortal Alcmena. A este declarou guerra desde seu nascimento. Com uma tentativa frustrada de matá-lo quando era apenas um bebê, Juno o submete a Euristeus, que o envolve em muitas aventuras perigosas que ficaram conhecidas como "doze trabalhos".
Amigo diário, mesmo já tendo falado aqui alguma coisa sobre June, sempre haverá mais e mais coisas a serem faladas sobre criatura tão encantadora e fascinante...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

ESCULÁPIO, O DEUS DA MEDICINA E DA CURA

Querido diário,
Depois do encontro com Ifigênia, fomos Psiquê e eu procurar um médico, pois minha amada não estava sentindo-se bem. Chegando ao consultório, vi uma moldura com a imagem de um homem barbudo, com o ombro direito descoberto, de olhar sereno ao horizonte. Seu braço esquerdo, sempre aparece apoiado num cajado, confundido às vezes com o caduceu de Mercúrio, que possui duas serpentes, enquanto em volta de seu bastão há apenas uma serpente, pendurada na parede. Perguntei à secretária quem era aquele homem e ela me disse que se tratava de Esculápio, o deus romano da medicina e da cura. Disse-me ainda tratar-se de um deus herdado diretamente da mitologia grega, na qual tinha as mesmas propriedades, mas um nome sutilmente diferente: Asclépio.
Segundo reza o mito, Esculápio nasceu como mortal, mas depois da sua morte foi-lhe concedida a imortalidade, transformando-se na constelação Ofiúco. Dentre seus filhos encontram-se Hígia - deusa da saúde pública -, Panacéia - deusa da farmácia -, Podalírio, Macaão e Telésforo.
Depois de algum tempo, Esculápio passou a ser considerado como filho de Apolo com a mortal Corônis, tendo então o poder de curar aos enfermos. Anos mais tarde o bordão de Esculápio se transformaria no símbolo da medicina.
Pois é, diário amigo, a cada dia que passa, descubro novas e fascinantes histórias aqui no Olimpo. Estou pensando seriamente em ser historiador, pois muitas todas essas novas descobertas estão levando-me ao fascínio e ao êxtase.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

IFIGÊNIA
(Wikipedia)

Querido amigo diário,
Perambulando pelos bosques do Olimpo, encontrei Ifigênia, a filha de Agamemnon e Clitemnestra.
Ficamos horas conversando sob a sombra de um flamboyant. Ele contou-me que deveria ser sacrificada pelo seu pai a Ártemis, para que a deusa fizesse soprar bons ventos para a partida dos exércitos gregos a Tróia. Ártemis, que não permitia sangue humano em seu altar, substituiu a princesa por uma corsa, e a fez sua sacerdotisa, levando-a para Táurida. Clitemnestra não admitiu Agamemnon, sacrificar sua própria filha, e por isso matou-o quando ele estava na piscina do palácio. Mais tarde, Orestes, irmão de Ifigênia, reencontrou-a em Táurida, e levou-a para Micenas de volta.
Quando estávamos empolgados com o nosso papo, cada um querendo saber mais sobre o outro, Psiquê apareceu e fomos passear juntos.
Me despedi da princesa, porém antes marcamos um novo encontro para um futuro bem próximo, agora a três, é claro!...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

DEMÉTER, A DEUSA DA AGRICULTURA
(Wikipédia)

Diário amigo,
Mais uma vez cá estou eu em estado de êxtase com as lindas e fascinantes histórias do Olimpo. Hoje falarei sobre Deméter (ou Demetra), nome de Ceres na mitologia romana, uma das doze divindades do Olimpo e filha de Cronos (Saturno) e Réia (Cibele).
Deméter é a deusa da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano. É propiciadora do trigo, planta símbolo da civilização. Na qualidade de deusa da agricultura, fez várias e longas viagens com Dionísio ensinando os homens a cuidarem da terra e das plantações.
Quando Hades raptou Perséfone e a levou para seu reino subterrâneo, Deméter ficou desesperada, saiu como louca Terra afora sem comer e nem descansar. Decidiu não voltar para o Olimpo enquanto sua filha não lhe fosse devolvida, e culpando a terra por ter aberto a passagem para Hades levar sua amada filha, ela disse: “Ingrato solo, que tornei fértil e cobri de ervas e grãos nutritivos, não mais gozará de meus favores!”
Durante o tempo em que Deméter ficou fora do Olimpo a terra tornou-se estéril, o gado morreu, o arado quebrou, os grãos não germinaram. Sem comida a população sofria de fome e doenças. A fonte Aretusa (em outras versões, a ninfa Ciana, metarmofoseada em um rio) então contou que a terra abriu-se de má vontade, obedecendo às ordens de Hades e que Perséfone estava no Érebo, triste mas com pose de rainha, como esposa do monarca do mundo dos mortos.
Com a situação caótica em que estava a terra estéril, Zeus pediu a Hades que devolvesse Perséfone. Ele concordou, porém antes, fê-la comer um bago de romã e assim a prendeu para sempre aos infernos, pois quem comesse qualquer alimento nessa região ficava obrigado a retornar.
Com isso, ficou estabelecido que Perséfone passaria um período do ano com a mãe, e outro com Hades, quando é chamada Proserpina. O primeiro período corresponde à primavera, em que os grãos brotam, saindo da terra assim como Proserpina. Neste período Perséfone é chamada Core, a moça. O segundo é o da semeadura de outono, quando os grãos são enterrados, da mesma forma que Perséfone volta a ser Proserpina no reino do seu marido.
Fascinado com a história do meu lugar, o Olimpo, estou pensando em estudar para tornar-me um grande Historiador, com especialização em Mitologia. Não é uma boa ideia, diário querido?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

SELENE, A DEUSA DA LUA

Caríssimo amigo diário,
A noite passada estava eu admirando a Lua na companhia da minha amada Psiquê. E entre um afago e outro, ela resolveu falar sobre o Satélite e suas encantadoras fases. Mas o que mais me chamou a atenção foi a história de Selene.
Filha de Hipérion e Tea, Selene é a deusa grega da lua, e irmã da deusa Eos e do deus Hélios. Um de seus melhores mitos sabidos envolve um simples, mas belo pastor, cujo nome era Endymion. Disse-me Psiquê que a deusa da lua se apaixonou por este mortal, um caso que, consequentemente resultou no nascimento de cinquenta filhas (e haja disposição!...).
Mas Endymion era, aliás, ser humano, e assim suscetível ao envelhecimento e eventualmente à morte. Selene não podia carregar o pensamento deste fato cruel. Então, assegurando que Endymion permanecesse eternamente jovem, fez com que o belo jovem dormisse para sempre. Dessa maneira, Endymion viveria sempre, dormindo com a mesma aparente idade.
Segundo minha amada Psiquê, Selene é muito associada a Artemis, ou Hécate, mas vale lembrar que ela representa todas as fases da Lua, e é a pura personificaçao desse satélite, sendo seu nome romano Lua ou Luna...
Pois é, diário amigo, fiquei tão encantado e interessado pela história de Selene que houve um principio de atrito entre mim e Psique, pois ela ficara enciumada, mas felizmente estávamaos sob os olhares da Lua, protetora dos namorados, e ela nos fez perceber que nascemos um para o outro.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

HELIOS, O DEUS DO SOL

Querido amigo diário,
Ontem, eu passeava com a minha amada, Psiquê, pelos bosques do Olimpo. Deitados sob a sombra de ipê roxo, admirávamos a beleza e a vitalidade do Astro Sol. De repente, como se fosse uma mestra no assunto Astronomia Mitológica, Psique começou a falar-me sobre Hélios, o deus do Sol.
Segundo ela, o Sol é personificado em várias mitologias: os gregos o chamavam de Helios e os romanos o chamavam de Sol. E sendo deus do Sol, Helios era imaginado passeando em uma carruagem puxada por cavalos através do céu, trazendo luz para a Terra. A jornada do Sol, naturalmente, começava no leste e terminava no oeste, local onde Helios completava sua ronda diária e flutuava de volta para o seu palácio no leste em uma taça dourada.
Psique disse-me ainda que Helios era o filho de dois Titãs - Theia e Hyperion e, por conseguinte, era também o irmão de Eos (a deusa da alvorada) e Selene (a deusa da Lua). Minha amada ressaltou que a deusa da alvorada, Eos, começa o cortejo da manhã, seguida atentamente pelo seu irmão Hélios, e que existem vários mitos nos quais Helios toma parte. Um dos mais memóráveis entre estes contos é a lenda de Phaethon. O Sol também aparece na triste história da infortunada ninfa Clytie. Entretanto, Helios é, na melhor das hipóteses, um tipo de espião celestial, de quem não muita coisa pode ser mantida em segredo.
De acordo com o que me dissera Psique, Helios também era o pai de alguns importantes personagens mitológicos. Com sua esposa, a oceânide Perseis, Helios teve três filhos lendários - Circe, Pasiphae e Aeetes. O casal teve vários outros filhos menos ilustres. O deus também teve numerosos relacionamentos com mulheres que resultaram no nascimento de descendentes. A já mencionada Phaethon, por exemplo, era o produto de uma destas uniões. Estes "filhos do Sol" são, algumas vezes, citados como Heliades na mitologia e literatura.
Pois é, diário amigo, o que posso notar é que vivo num Universo de Perversão e nada mais posso esperar do meu mundo. Resta-me, apenas, continuar frequentando as sessões
de psicanálise.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

OS CENTAUROS
(Wikipédia)

Querido diário,
A noite passada eu tive um pesadelo horrível: sonhei que o Olimpo estava sendo invadido por uma manada de Centauros que queriam sequestrar nossas ninfas.
De acordo com a nossa mitologia, os centauros são uma raça de seres com o torso e cabeça de humano e o corpo de cavalo que viviam nas montanhas de Tessália e repartiam-se em duas famílias:
Uma, os filhos de Ixiom e Nefele, a nuvem de chuva, que simbolizavam a força bruta, insensata e cega. Alternativamente, consideravam-se filhos de Kentauros (o filho de Ixiom e Nefele) e algumas éguas magnésias, ou de Apolo e Hebe. Conta-se que Ixiom planejava manter relaçôes sexuais com Hera, mas Zeus, o seu marido, evitou-o moldeando uma nuvem com a forma de Hera. Posto que Ixiom é normalmente considerado o ancestral dos centauros, pode se fazer referência a eles poeticamente como Ixiónidas.
Outra, os filhos de Filira e Cronos, dentre os quais o mais célebre era Quirão, amigo de Héracles, representavam, ao contrário, a força aliada à bondade, a serviço dos bons combates.
Os centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram com os lapitas, provocada pelo seu intento de raptar Hipodamia no dia da sua boda com Piritoo, rei dos lapitas e também filho de Ixiom. A discussão entre estes primos é uma metáfora do conflito entre os baixos instintos e o comportamento civilizado na humanidade. Teseu, um herói e fundador de cidades que estava presente, inclinou a balança do lado da ordem correcta das coisas, e ajudou Piritoo. Os centauros fugiram.
Inclusive, diário amigo, o centauro aparece na iconografia cristã como uma besta infernal, tentadora de donzelas. Às vezes aparece baixo a forma de onocentauro, mistura de homem e burro com exagerados atributos sexuais.
Acordei apavorado, mas logo tranquilizei-me quando percebi que tudo não passara de um pesadelo.

terça-feira, 26 de maio de 2009



VULCANO, O DEUS DO FOGO E DOS METAIS
(http://www.joia-e-arte.com.br/)

Querido diário,
Numa daquelas incessantes sessões com o psicanalista, conheci a ninfa Márcia Pompei, que contou-me um história fabulosa (mais uma das ocorridas no Olimpo). Ela falou-me sobre Vulcano (ou Hefestos, como era chamado pelos gregos).
Vulcano foi concebido por Juno, esposa de Zeus. No entanto fora gerado apenas pela mãe, num momento de cólera, de vingança contra as infidelidades de seu poderoso marido. Quando ele nasceu, foi grande a decepção: seu corpo era feio e disforme, exatamente o oposto do previsto pela vaidosa Juno. Ela queria apresentar a todo o Olimpo uma linda e perfeita criança, fruto de sua solidão, envergonhando assim Zeus. Mas ao vê-lo assim, tão apavorante, resolveu atirá-lo ao mar, sem que ninguém soubesse de seu nascimento.
No fundo do oceano, Tétis e Eurínome apiedaram-se do menino e resolveram criá-lo. Aos nove anos partiu então para o seu destino. Já era nessa época um habilidoso artesão dos metais, do fogo e da forja. Ficou conhecido entre os gregos como o artesão divino, o perfeito metalurgista.
Segundo a ninfa Márcia, os antigos poetas gregos o descreviam como um deus que “trabalhava febrilmente em sua oficina à boca do vulcão da ilha de Lemnos.” Possuía muitos ajudantes que se utilizavam de ferramentas criadas por ele. Inúmeros foles alimentavam a fornalha usada no derretimento e trabalho com metais como ouro, prata, ferro e bronze. É ele o responsável pela criação e confecção da couraça de Hércules, o cetro de Agamenão, as flechas de Apolo, o escudo de Aquiles, o carro do Sol, a coroa de Ariadne, o cetro e os raios de Júpiter, e ricas jóias para as deusas.
Disse-me ainda a ninfa que certa vez Vulcano decide vingar-se da mãe que o rejeitou quando recém-nascido. Fabrica um lindo trono de ouro, capaz de hipnotizar os mais importantes deuses com sua beleza. O trono é enviado ao Olimpo sem destinatário. Todos os deuses se reúnem, ao seu redor, maravilhados com indescritível obra. Juno, a mãe de Vulcano, ouve os boatos e segue até o local onde se encontra a obra. Tão impressionada quanto os outros, decide sentar-se. Ali fica por horas, admirada por todos os deuses. Mas aos poucos todos vão embora e ao anoitecer Juno, sozinha, tenta levantar-se. Percebe, então, a armadilha. Fica presa e num gesto de desespero começa a gritar, acordando todos do palácio, inclusive seu marido Zeus. Os deuses comparecem, mas nenhum consegue quebrar o encanto do trono de ouro. Descobrem que o responsável pela armadilha foi Vulcano. Zeus pede a Baco que visite a Ilha vulcânica de Lemnos e traga o deus vingativo. Baco só consegue o intento após embriagá-lo com vinho. Após acordar, Vulcano diz que só libertará a mãe se a mão de Vênus, a mais bela das imortais, lhe for dada em casamento. Após longas horas, Zeus decide acatar o pedido do deus ferreiro. Vênus se casa com Vulcano, mas vinga-se do mesmo, traindo-o com inúmeros deuses.
Quando ela o traiu com Marte, também foi vítima de uma armadilha de Vulcano. O deus dos metais confeccionou uma fina rede e com ela envolveu os amantes durante seu encontro para poder mostrá-los assim a todos os deuses do Olimpo, comprovando a traição vergonhosa e expondo-os ao ridículo.
Vulcano produziu diversas obras metálicas, fossem para adornar e embelezar ou para proteger e vingar.
Para o rei Minos, de Creta, ele criou um gigante de bronze capaz de atingir altas temperaturas e afastar inimigos da ilha. O guardião agradou ao rei e foi de grande auxílio durante longos anos.
Infelizmente, não pude ouvir mais sobre esta fabulosa história, pois fui chamado pelo psicanalista para a consulta, e quando saí, a ninfa Márcia Pompei não mais estava no consultório.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

MINERVA, A FILHA DE JÚPITER
(Wikipédia)

Diário amigo,
Hoje conheci mais uma história de nos deixar de queixo caído. É a história de Minerva, equivalente romana da deusa grega Atena,
Minerva era filha de Júpiter, após este engolir a deusa Métis (Prudência). Com uma forte dor de cabeça, pediu a Vulcano que abrisse sua cabeça com o seu melhor machado, após o qual saiu Minerva, já adulta, portando escudo, lança e armadura. Era considerada uma das duas deusas virgens, ao lado de Diana.
Deusa da sabedoria, das artes e da guerra, era filha de Júpiter. Minerva e Netuno disputaram entre si qual dos dois daria o nome à cidade que Cécropes, rei dos atenienses, havia mandado construir na Ática. Essa honra caberia àquele que fizesse coisa de maior beleza e significado. Minerva, com um golpe de lança, fez nascer da terra uma oliveira em flor, e Netuno, com um golpe do seu tridente, fez nascer um cavalo alado e fogoso. Os deuses, que presidiram a este duelo, decidiram em favor de Minerva, já que a oliveira florida, além de muito bela, era o símbolo da paz. Assim, a cidade nova da Ática foi chamada Atenas.
Minerva representa-se com um capacete na cabeça, escudo no braço e lança na mão, porque era deusa da guerra, tendo junto de si um mocho e vários instrumentos matemáticos, por ser também deusa da sabedoria. A Minerva é o símbolo oficial dos engenheiros
Pois é, diário querido, uma história simplesmente impressionante que à primeira vista nos causa espanto, mas que nos enche os olhos com tamanha beleza e nos deixa maravilhados com o seu fantástico contexto mitológico.

terça-feira, 28 de abril de 2009

TITÂNIDES
(www.infopedia.pt/)

Querido amigo diário,
Hoje, o nosso professor de história encerrou o conteúdo sobre os titãs e as Titãnides. Ele encerrou a aula falando-nos especificamente das Titânides, que incorporam o grupo de divindades primordiais gregas e são frequentemente referidas pela tradição mitológica. Filhas de Urano e Gaia, é possível contar na mitologia grega seis Titânides: Tétis, Teia, Témis, Mnemosiné, Reia e Febe.
Disse-nos o professor que da união dessas Titânides com seus irmãos, os Titãs, nasceram diversas divindades de diferentes ordens. Tétis (Téthis) ocupava um lugar de suma importância entre as divindades primordiais gregas. Era um símbolo da fecundidade das águas e o seu nome significava "alimentadora". Da sua união com Oceano nasceram as Oceânides e uma diversidade de fontes e nascentes, que garantiram, à natureza, a humidade e água necessária para o seu crescimento e desenvolvimento. Tétis educou Hera, que por sua vez educou a mais célebre das Nereides, Tétis (Thétis). Teia, a Divina, pertencia à geração de deuses primordiais, anterior à Olímpica. Unida a Hipérion, deu origem a três filhos: Hélio (o Sol), Eos (a Aurora) e Selene (a Lua). Témis, a deusa da Lei, foi uma das esposas de Zeus, a segunda depois de Métis. Unida com Zeus, teria dado à luz as três Horas, as três Moiras ou Parcas, as ninfas de Erídano, a virgem Astreia, personificação da Justiça, e, segundo alguns autores, as Hespérides. No Olimpo, Témis assistia às deliberações divinas e humanas, reservando uma imparcialidade nas sentenças proferidas. Mnemosiné seria, antes de tudo, a personificação da memória. Esta titânide teria gerado as nove Musas, depois de ter recebido Zeus durante nove noites, em Piéria, que, segundo o professor, era representada sob a forma de uma mulher segurando, na mão direita, uma das orelhas. Reia teria desposado o irmão Crono, com quem teria partilhado o governo do mundo. Da união dos dois teriam nascido Héstia, Deméter, Hades, Hera, Poseidon e Zeus. Como Crono, instruído por um oráculo, devorava todos os filhos, receando que um deles o destronasse, Reia escondeu o mais novo, Zeus, que roubou a soberania ao pai, trazendo ao mundo estabilidade e justiça. Esta titânide foi venerada na religião grega com assiduidade, tendo sido mais tarde associada a Cíbele, Grande Mãe dos deuses romanos. Febe, a Brilhante, era casada com o Céu, de quem teve Leto ou Latona e Astéria. Foi-lhe atribuída a fundação do oráculo de Delfos, tendo sido esta a prenda que ofereceu a Apolo, seu neto, filho de Latona. Aparentemente, as Titânides não tomaram o partido dos irmãos na Titanomaquia.
Sentirei falta dessas aulas, que fizeram-me viajar no tempo e sonhar com essas divindades fascinantes.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

TÊMIS, A DEUSA GUARDIÃ DOS JURAMENTOS DOS HOMENS E DA LEI
(Wikipédia)

Querido amigo diário,
Hoje, o professor de história deu continuidade à aula sobre os Titãs. Ele nos falou sobre a titânide Têmis, a deusa grega guardiã dos juramentos dos homens e da lei, sendo que era costumeiro invocá-la nos julgamentos perante os magistrados. Por isso, foi por vezes tida como deusa da justiça, título atribuído na realidade a Diké. Disse-nos ele que Têmis é filha de Gaia e Urano e pertence, portanto, ao mundo pré-olímpico dos Titãs, do qual ela, Leto e outras Titânides aparecem mais tarde entre os olímpicos. Seu nome significa "aquela que é posta, colocada".
Disse ainda o professor que, quando ainda criança, Têmis foi entregue por Gaia, aos cuidados de Nix, que acabara de Gerar Nêmesis. O objetivo de Gaia, era proteger Têmis do enlouquecimento de Urano. Porém Nix estava cansada, pois gerara incessantemente seus filhos. Então Nix entrega sua filha Nêmesis, e a sobrinha Têmis aos cuidados de suas mais velhas filhas, as Deusas Moiras ( Cloto, Laquésis e Atropo).
As Moiras criam as duas Deusas infantes, e lhes ensina tudo sobre a ordem cósmica e natural das coisas; e a importância de zelar pelo equilibrio. As Moiras são as Deusas do destino,tanto dos homens; quanto dos Deuses e suas decisões não podem ser transgredidas por ninguém. Desta criação, vimos a origem das semelhanças das duas lindas e poderosas Deusas criadas como irmãs, Têmis a Deusa da justiça e Nêmesis a Deusa da retribuição.
Conforme nos disse o professor, há uma versão errada, que diz que as Moiras eram filhas de Têmis, o que gerou toda esta confusão, possivelmente é te-las confundido com as Horas (ciclospresentes na natureza, estações, clima, vegetação, etc); que também agem nas energias ciclicas da natureza, assim como as Moiras (ciclos vitais da vida, nascer, crescer,etc).
Na mitologia grega, Têmis é a deusa da justiça, da Lei e da ordem. É, também, a protetora dos oprimidos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

TÉTIS, A DEUSA DO MAR
(http: www.dec.ufcg.edu.br/)

Meu amigo diário,
Hoje o professor de história continuou falando sobre os titãs e as titânides. A personagem do dia foi Tétis, deusa do mar e a mais jovem das Titânides, filha de Urano (o Céu) e de Gaia (a Terra).
De acordo com o professor, o nome Tétis em grego significa ama, nutriz, por ser a deusa da água, matéria-prima que, segundo uma crença antiga, entrava na formação de todos os corpos. Dizem as lendas que, com auxílio do gigante Egeon, Tétis libertou Zeus depois deste ter sido amarrado pelos outros deuses.
Personificação da fecundidade do mar, casou-se com o seu irmão Oceano e foi mãe de três mil rios e de três mil ninfas, as chamadas Oceânidas. Dão-lhe ainda como filhos, não somente os rios e as fontes, mas também Proteu, Etra, mãe de Atlas, Persa, mãe de Circeu, etc. Foi avó da nereida de mesmo nome, Tetis, a filha de Nereu e mãe de Aquiles, e com quem não deve ser confundida. Costuma ser representada em um carro em forma de uma divina concha de uma brancura de marfim nacarado. Quando percorre o seu império, esse carro, é puxado por cavalos-marinhos brancos flutuando sobre a superfície das águas e é acompanhada pelos Tritões que tocam trombeta com as suas conchas recurvas, e pelas Oceânidas coroadas de flores. Sua cabeleira esvoaça pelas espáduas, ao capricho dos ventos e, ao seu redor dela, delfins saltitam no mar.
E quando eu já estava quase em estado de êxtase, a aula acabou. Disse-nos o professor, diário amigo, para não faltarmos à próxima aula, pois ele irá continuar falando sobre os Titâs. Farei de tudo para não faltar.

sábado, 4 de abril de 2009

OS TITÃS E SUAS TITÂNIDES
(Wikipédia)

Querido diário,
Hoje deu-se início ao ano letivo olímpico. E a primeira aula foi de História. Sou apaixonado por História, principalmente quando o assunto é a nossa mitologia. O assunto de hoje foi sobre os Titãs.
Os Titãs (masculino) e as Titânides (feminino) estão entre a série de deuses que enfrentaram Zeus e os deuses olímpicos na sua ascensão ao poder. Outros oponentes foram os Gigantes, Tífão e Ofion. Originalmente os Titãs eram filhos de Urano e Gaia.
De acordo com o nosso Mestre, os mitos gregos da Titanomaquia caem na classe dos mitos semelhantes na Europa e Médio Oriente, em que uma geração ou grupo de deuses confronta os dominantes. Por vezes os deuses maiores são derrotados. Outras os rebeldes perdem, e são afastados totalmente do poder ou ainda incorporados no panteão. Outros exemplos seriam as guerras dos Aesir com os Vanir e os Jotunos na mitologia escandinava, o épico Enuma Elish babilónico, a narração hitita do "Reino do Céu" e o obscuro conflito geracional dos fragmentos ugaritas.
Inicialmente, o professor começou falando de Febe, que era conhecida como a mais bela entre as Titânides". Talvez a primeira deusa da Lua que os gregos conheceram. Febe é confundida com sua sobrinha Selene (filha de Hipérion e Téia). É confundida também com suas netas Ártemis e Hécate. Febe é a Deusa da lua, relacionada com as noites de lua cheia. Seu nome quer dizer "brilhante", nome que foi emprestado ao seu neto Apolo, chamado de Febo. Febe se uniu à Céos e tiveram as Deusas Leto e Astéria. Higinus ainda acrescenta entre suas filhas o nome de Afirafes.
Segundo o professor, Febe era uma antiga deusa da profecia e dividia o Oráculos de Delfos com Gaia (sua mãe) e com Têmis (sua irmã). Mais tarde as deusas passaram o oráculos às mãos de Apolo. Por tudo isso Febe, apesar de brilhante, era considerada uma deusa de mistérios e segredos...
Simplesmente fascinante, mas infelizmente o tempo foi curto e não deu tempo de o professor continuar o assunto mitológico. Eles nos disse que continuará na próxima aula.
Amigo diário, não vejo a hora dechegar logo esse dia!...

segunda-feira, 30 de março de 2009

OS CICLOPES
(Wikipedia)

Querido diário,
Hoje, o assunto lá no consultório do psicanalista foi os ciclopes (que quer dizer "olho redondo").
Os cliclopes eram gigantes imortais com um só olho no meio da testa que, segundo o hino de Calímaco, trabalhavam com Hefesto como ferreiros, forjando os raios usados por Zeus. Os ciclopes podem ser divididos em dois grupos de acordo com o tempo de existência: os ciclopes antigos (ou primeira geração) e os ciclopes jovens (nova geração). Eles aparecem em muitos mitos da Grécia, porém com uma origem bastante controversa. De acordo com sua origem, esses seres são organizados em três diferentes espécies:

1 - Os urânios, filhos de Urano e Gaia, que segundo a lenda por causa de seus enormes poderes, seu pai Urano, senhor dos céus, trancou-os no interior da Terra com seus irmãos, os hecatônquiros, gigantes de cem braços e cinquenta cabeças. Gaia, encolerizada por ter os filhos presos no Tártaro, incita-os a apoiar a guerra travada por cinco dos seis titãs, também seus filhos com Urano, a fim de tomar o trono do pai que, à época, governava o céu. Os titãs vencem, porém os ciclopes são enviados novamente para o abismo do Tártaro;
2 - Os sicilianos, que são filhos do deus dos mares Poseídon. Segundo os poemas de Homero, são retratados como gigantescos e insolentes pastores fora da lei, os quais habitavam a parte sudoeste da Sicília. Não se importavam muito com a agricultura e todos os pomares cultivados naquelas terras eram invadidos por eles, quando procuravam por comida. Registra-se que, por vezes, comiam até mesmo carne humana. Por este motivo, eram considerados como seres que não possuíam leis ou moral, morando em cavernas, cada um deles, com sua esposa e filhos, os quais eram disciplinados de forma bastante arbitrária pelos mesmos;
3 - Os contrutores, que provêm do território da Lícia. Esses posuíam grande poder físico e não eram violentos. Seus trabalhos eram muito pesados e nenhum humano conseguiria realizá-lo tão facilmente. Suspeita-se de que esses ciclopes sejam os responsáveis pela construção das muralhas das cidades de Tirinto e Micenas.

No Olimpo desde o meu nascimento, eu jamais havia ouvido falar nessas fabulosas criaturas de um olho só, diário amigo. No início fiquei assustado, mas no decorrer da história, cheguei à conclusão que aqui no Olimpo há coisas piores, por isso visito, quase todos os dias, o psicanalista.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O MINOTAURO
(Wikipédia)

Amigo diário,
Muitas são as histórias fascinantes que ouço no conslultório do meu psicanalista enquanto aguardo minha vez de ser consultado, e algumas delas me deixam com um misto de pavor e encantamento.
Hoje mesmo ouvi alguém falar sobre um ser metade homem, metade touro: o Minotauro.
O Minotauro (também conhecido como Asterião) era uma criatura selvagem (e como eu bem disse anteriormente, meio homem e meio touro), e Minos (rei de Creta), após receber um conselho do Oráculo de Delfos, mandou Dédalo construir um labirinto gigante para conter o Minotauro e mantê-lo por lá, bem longe do povo de Creta. Este foi localizado sob o palácio de Minos em Cnossos. Porém, ocorreu que Androceu, filho de Minos, foi morto pelos atenienses, que invejaram suas vitórias no festival panatinaico.
Para vingar a morte de seu filho, Minos declarou guerra contra Atenas e venceu. Ele então ordenou que sete jovens e sete damas atenienses fossem enviados anualmente para serem devorados pelo Minotauro.
Quando o terceiro sacrifício veio, Teseu voluntariou-se para ir e matar o monstro. Ariadne, filha de Minos, apaixonou-se por Teseu e o ajudou entregando-lhe uma bola de linha de costura para que ele pudesse sair do labirinto. Teseu matou o Minotauro com uma espada mágica que Ariadne havia lhe dado e liderou os outros atenienses para fora do labirinto. Minos, irado por Teseu ter conseguido escapar, aprisionou Dédalo e o seu filho Ícaro no labirinto. Eles conseguiram escapar construindo dois pares de asas para si mesmos usando penas e cera de abelha para grudá-las. Ícaro ficou tão encantado com a sua façanha que voou cada vez mais alto, chegando perto do Sol, o que fez derreter a cera e provocou sua queda mortal sobre o que hoje é o mar Egeu.
Mas essa já é uma outra história, diário amigo, porém não menos fascinante que esta que acabo de contar e outras histórias a ti relatadas.

segunda-feira, 9 de março de 2009

MEDUSA
(Wikipédia)

Querido amigo diário,
Lendo os registros históricos do Olimpo, descobri uma história fascinante: a história de Medusa, que é uma das três Górgonas, divindades da mitologia grega, filhas das divindades marinhas Fórcis e Ceto e irmãs das velhas Gréias.
Ao contrário de suas irmãs Górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal.
Certa vez, quando Medusa estava sentada num campo cercada de flores de Primavera, o deus do Oceano, Poseídon, une-se a ela e gera os seus dois únicos filhos, mas estes só nascem no momento da sua morte.
Medusa era portadora de extrema beleza juntamente com suas duas irmãs e a vida das três (vidas debochadas e dissolutas) aborrecia os demais deuses, principalmente à deusa Afrodite. Para castigá-las, minha mãe transformou-as em monstros com serpentes em vez dos seus belos cabelos, presas pontiagudas, mãos de bronze, asas de ouro, e, segundo as lendas e mitos gregos contam, ela tinha o poder de transformar em estátuas de pedra as pessoas que olhassem diretamente em seus olhos.
Temidas pelos homens e pelos deuses, as três habitavam o extremo Ocidente, junto ao país das Hespérides e vizinhas de Nix (a deusa da Noite).
Segundo a mitologia grega, Medusa foi morta pelo herói Perseu. Usando seu escudo de bronze bem polido, Perseu olhou para ela através do reflexo para não ser transformado em pedra. Após decaptá-la, entregou a cabeça à deusa Atena, que a fixou ao seu escudo.
Uma história linda e fascinante, diário querido, no entanto um pouco assustadora. Mas nada justifica a reação violenta provocada pelo ciúme e pelo instinto possessivo e egocêntrico da minha mãe.

terça-feira, 3 de março de 2009

A CAIXA DE PANDORA
(Wikipedia)

Amigo diário,
Após tomar conhecimento da história da minha meia-irmã Pandora, fiquei curioso e fui à procura, também, de informações acerca da tão falada caixa que ela portava. Fiquei de queixo caído com o que descobri.
A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu.
Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu, antes de ser condenado a ficar 30.000 anos acorrentado no Monte Cáucaso, tendo seu fígado comido pelo abutre Éton todos os dias,alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus.
Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa. Pandora trouxe uma caixa (uma jarra ou ânfora, de acordo com diferentes traduções), enviada por Zeus em sua bagagem. Epimeteu acabou abrindo a caixa, e liberando os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira e a paixão. No fundo da caixa, restou a Esperança (ou segundo algumas interpretações, a Crença irracional ou Credulidade). Com os males liberados da caixa, teve fim a idade de ouro da humanidade.
Uma belíssima história, diário querido, porém assustadora.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

PANDORA
(Wikipedia)

Meu querido diário,
Hoje, conheci um pouco da história da minha irmã mais velha, Pandora, que na mitologia grega, foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar dos céus o segredo do fogo.
Pandora era a filha primogênita de Zeus que, aos 9 anos de idade, recebeu de presente de seu pai o colar usado por Prometeu que foi retirado dele ao pagar a sua pena por roubar o fogo dos deuses. Pandora, então, arranjou uma caixa para pôr seu colar, a mesma caixa em que ela guardou a sua mente e as lembranças de seu primeiro namorado, cujo nome era Narciso. A caixa podia apenas guardar bens de todo o tipo, com exceção de bens materiais. Como o colar era um bem material, ele se auto-destruiu.
Para Pandora, o colar tinha valor sentimental, o que a fez chorar por muitos dias seguidos sem parar. Como a caixa guardava lembranças com a intenção de sempre recordar-las ao "dono", Pandora sempre se sentia triste. Tentou destruir a caixa para ver se ela se esquecia do fato, mas não funcionou, a caixa era fruto de um grande feitiço, que a impedia de ser destruída. Pandora então, aos 36 anos, se matou. Não aguentou viver mais de 27 anos com aquela "maldição".
Uma pena, amigo diário, pois dizem que ela era lindíssima, porém cheia de mistérios intrigantes.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ÁRTEMIS, A IRMÃ GÊMEA DE APOLO
(Wikipédia)


Meu querido diário,
Na conversa que tive com Apolo, quando, na semana passada, encontrei-o no bosque, ele falaou-me sobre Ártemis, sua irmã gêmea. Disse-me ele que ela é uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça e que durante os períodos Arcaico e Clássico, foi considerada filha de Zeus e de Leto; Mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia. Disse-me, ainda, Apolo que em Roma, Diana tomava o lugar de Ártemis, frequentemente confundida com Selene ou Hécate, também deusas lunares.
Segundo ele, o mito de Ártemis começa logo à nascença. Ao ficar grávida, a sua mãe incorreu na ira de Hera que a perseguiu a ponto de nenhum lugar, com receio da deusa rainha, querer recebê-la quando estava preste a dar à luz. Quando finalmente, na ilha de Delos, a receberam, Ilítia, filha de Hera e deusa dos partos, estava retida com a mãe no Olimpo. Letó esperava gêmeos, e Ártemis, tendo sido a primeira a nascer, revelou os seus dotes de deusa dos nascimentos auxiliando no parto do seu irmão gêmeo, Apolo.
Ela é também conhecida como Cíntia, devido ao seu local de nascimento, o monte Cinto.
Deusa da caça e da serena luz, Ártemis é a mais pura e casta das deusas e, como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas. Zeus, seu pai, presenteou-a com arco e flechas de prata, além de uma lira do mesmo material (seu irmão Apolo ganhou os mesmos presentes, só que de ouro). Todos eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas, que era um dos muitos filhos de Zeus, portanto também irmão de Ártemis. Zeus também lhe deu uma corte de Ninfas, e fê-la rainha dos bosques. Como a luz prateada da lua, percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora.
Sarcasticamente, Apolo contou-me que, apesar do seu voto de castidade, Ártemis se apaixonou perdidamente pelo jovem Orion, e se dispôs a consorciá-lo, porém ele, enciumado, impediu o enlace da irmã com Órion mediante uma grande perfídia: achando-se em uma praia, em sua companhia, desafiou-a a atingir, com a sua flecha, um ponto negro que indicava a tona da água, e que mal se distinguia, devido à grande distância. Ártemis, toda vaidosa, prontamente retesou o arco e atingiu o alvo, que logo desapareceu no abismo no mar, fazendo-se substituir por espumas ensanguentadas. Era Orion que ali nadava, fugindo de um imenso escorpião criado por Apolo para persegui-lo. Foi nessa hora, diário querido, que fiquei conhecendo o lado cruel e possessivo de Apolo.
Mas ao saber do desastre, Ártemis, cheia de desespero, conseguiu, do pai, que a vítima e o escorpião fossem transformados em constelação. Quando a de Órion se põe, a de escorpião nasce, sempre perseguindo-o, mas sem nunca alcançá-lo.
Poís é, amigo diário, quem tem um irmão como esse, não precisa jamais de inimigos;

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

APOLO, O MULTIDEUS
(Wikipedia)

Meu diário querido,
Sabe quem hoje encontrei passeando pelo bosque, ladeado de belas Ninfas? Apolo, o filho de Zeus e Leto e irmão gémeo de Ártemis (deusa da caça), um dos mais importantes e multifacetados deuses do Olimpo. Nas mitologias grega, romana e etrusca, Apolo foi identificado como o deus da luz e do sol, da verdade e da profecia, do pastoreio, do tiro com arco, da beleza, da medicina e da cura, da música, da poesia e das artes (que cara poderoso!!!).
A partir do século III ele também foi identificado com Hélios, deus do sol, pois era antes o deus da luz, e por paralelismo a sua irmã foi identificada com Diana, a deusa da lua. Mais tarde ainda, foi conhecido principalmente como uma divindade solar.
Sendo o patrono do Oráculo de Delfos, ele é o deus dos adivinhos e profetas. Sua ligação com a Medicina se faz pelo seu poder de atrair pragas e a morte súbita, e também através de seu filho Asclépios. Possuindo no mito um rebanho de gado, é o deus dos pastores e defensor dos rebanhos e manadas. Protege os colonos em terras estrangeiras, lidera as Musas e é o diretor de seu coro. Recebendo de Hermes a lira, firmou sua posição como o deus da Música, e é homenageado com uma forma especial de hino, o peã. Finalmente, Apolo é o deus dos jovens rapazes, ajudando na transição para a idade adulta. Assim, ele é sempre representado como um jovem, frequentemente nu, para simbolizar a pureza e a perfeição.
Apolo representa ainda a harmonia, a moderação, a ordem e a razão, em contraste complementar a Dionísio, o deus do êxtase e da desordem.
Vulgarmente falando, diário amigo, Apolo é o cara!...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

FORTUNA, A DEUSA DA SORTE E DA ESPERANÇA
(Wikipédia)


Amado diário,

Hoje, quando regressava do psicanalista, encontrei Fortuna, a deusa romana da sorte (seja ela boa ou má) e da esperança, vagando pelo bosque do Olimpo. Ela corresponde à divindade grega Tyche e é representada portando uma cornucópia e um timão, que simbolizam a distribuição de bens e a coordenação da vida dos homens. Geralmente, ela se nos apresenta cega ou com a vista tapada (como a moderna imagem da justiça), pois distribui seus desígnios aleatoriamente.
Dizem as más línguas que Fortuna é considerada filha de Júpiter. Dizem ainda que os romanos dedicam a ela o dia 11 de Junho, e no dia 24 do mesmo mês realizam um festival em sua homenagem, o Fors Fortuna. Seu culto foi introduzido por Sérvio Túlio, e Fortuna possui um templo próximo ao Capitólio cujo nome é Templo de Fortuna Virilis.
Mas uma coisa deixa-me intrigado, diário amigo: a deusa Fortuna é invocada sob muitos nomes distintos, dentre eles Redux (para pedir o regresso de uma viagem), Publica, Huiusce Diei (a fortuna particular do dia seguinte), e muitos outros.
Gostaria eu de entender o porquê disso.
Talvez a ninfa Rosane Volpatto possa me explicar isso algum dia!...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PÃ, O DEUS DOS BOSQUES E DO CAMPO
(Wikipédia)


Meu amado e confidente diário,

Hoje pela manhã, quando fazia minha costumeira caminhada matutina pelo bosque, advinha só que encontrei!... Ele memso! Pã, o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega, que reside em grutas e vaga pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas.
Eu não o conhecia e ao encontrá-lo levei um baita susto, pois pensei ter encontrado em meu caminho uma horripilante e faminta fera que iria devorar-me, pois ele é metado bicho e metade gente. É representado com orelhas, chifres e pernas de bode.
Vendo que eu fiquei apavorado, ele pediu-me calma e apresenou-se como Pã, o deus daquele magnífico lugar; um amante da música que traz sempre consigo uma flauta. Disse ainda que é temido por todos aqueles que necessitam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispõem a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que são atribuídos a ele; daí o nome pânico. Os latinos chamam-no também de Fauno e Silvano.
Continuou ele dizendo-me que tornou-se símbolo do mundo pagão por ser associado à natureza e simbolizar o universo. Em Roma e chamado de Lupércio, o deus dos pastores.

Ele falou-me ainda da sua paixão pela ninfa Arcadiana Syrinx, que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo fato de ele não ser nem homem, nem bode. Pã então perseguiu-a, mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon e vendo que já não tinha possibilidade de fuga, pediu às ninfas dos rios, as náiades, que mudassem a sua forma. Estas, ouvindo as suas preces, atendem o seu pedido transformando-a em bambu. Quando Pã a alcançou e a quis agarrar, não havia nada, exceto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.
Quando, ao ouvir este som, Pã ficou encantado e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de Flauta de Pã, em honra ao próprio deus.
Disse-me também o deus Pã que é um dos filhos de Zeus com sua ama de leite, a cabra Amaltéia (Esse Zeus, heim!... não perdoava nada nem ninguém!). Seu grande amor no entanto foi Selene, a Lua. Em uma versão egípcia, Pã estava com outros deuses nas margens do Rio Nilo e surgiu Tífon, inimigo dos deuses. O medo transformou cada um dos deuses em animais e Pã, assustado, mergulhou num rio e disfarçou assim metade de seu corpo, sobrando apenas a cabeça e a parte superior do corpo, que se assemelhava a uma cabra; a parte submersa adotou uma aparência aquática. Zeus considerou este estratagema de Pã muito esperto e, como homenagem, transformou-o va constelação de Cápricórnio.
Pois é, diárioamigo, medo que senti quando o encontrei no bosque transformou-se em encatamento e êxtase, tamanha é a beleza da história que me fora contada por ele, Pã, o deus dos bosques e do campo.